[ad_1]
Também chamadas de Tábuas de Sobrevida, são ferramentas estatísticas utilizadas para descrever e analisar ose padrões de mortalidade, ou seja, número de óbito de uma população ao longo de um determinado período de tempo
Por Yasmin Teixeira*

A vida, de acordo com o artigo 5 da Constituição Brasileira de 1988, é um direito garantido a todo cidadão brasileiro, assim como a saúde, segurança e outros direitos básico. Entretanto, é verdade que a configuração do espaço e condições socioeconômico da população multas vezes impedem a consolidação desse direito. A área responsável pelo estudo dessas condições de uma população é a demografia, ciência responsável pelo estudo dos seus ciclos de vida, fatores e fenômeno que pertencem à vida humana e é nesse campo onde as Tábuas de Mortalidade, também conhecia por Tábuas de Sobrevida, estão e são responsáveis pela previsão de expectativa de vida de uma população.
Tábua de Mortalidade são ferramentas estatísticas utilizadas para descrever e analisar ose padrões de mortalidade, ou seja, número de óbito de uma população ao longo de um determinado período de tempo. Elas são calculas a partir de um número de 100 mil pessoas e apresentam indicadores de expectativa de vida, probabilidades de mortes e número de sobreviventes para cada faixa etário, logo oferecendo uma ampla visão sobre como uma população vive e morre.

A formulação de tais estatísticas apresenta importantes funções socais, principalmente em relação ao planejamento e análise de uma população, isto, segundo Yeda Aparecida de Oliveira, professora da Escola de Enfermagem e da Faculdade de Saúde Pública da USP, “existo para que você possa trabalhar tudo, principalmente o reordenamento das política publicas, prever o que vai acontecer na população de um país e, com isso, você trabalhar com as política publicas para que todo mundo possa ser bem atendido”, explica.
Fatores como saúde pública, qualidade de vida, bem-estar social e fenômeno climático são pontos de grande importância para a construção das tábua de mortalidade, principalmente nos tempos atuais, quando a mudança climático está entre ose principais fatores de desordem social. Um exemplo latente de como fenômeno socais podem influenciar a taxa de mortalidade de uma população é a pandemia de covil-19, que chegou a reduzir dois anos da expectativa de vida da população, assim como avanços com vacinas, saneamento básico e outros fatores que podem desempenhar o efeito contrário, ao aumentar a expectativa de vida.
Expectativa de vida
As Tábuas de Mortalidade mais recente, de 2023, divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), indicaram que a expectativa de vida dos brasileiros subiu para 76,4 anos, superando ose níveis do período pré-pandemia e registrando um acréscimo de 11,3 meses em relação a 2022. Para ose homens, as probabilidades subiram mais significativamente, alcançando 73,1 anos, enquanto para as mulheres a idade é de 79,7 anos.
Ao comparar a atual expectativa de vida brasileira em 2023/2024 com a de 1940, ano em que a expectativa para ambos ose sexos era de 45,4 anos, vê-se um aumento de 30,9 anos, um grande salto em anos de vida. Segundo Yeda, esse salto é devido ás constantes evoluíres em uma população. “A introdução das vacinas; as criança nasciam e não morriam, elas sobreviviam. O avanço tecnológico na área de saúde foi muito grande. O saneamento básico foi expandido de forma importante. Então, toda vez que você melhora as condições de vida, você vai diminuir a mortalidade. E, consequentemente, as pessoas, não morrendo, vão viver mais. Então eu tenho que trabalhar para a melhoria das condições de vida da população de um modo geral. E, especificamente, para diminuir a mortalidade infantil.”
Tais evoluíres acontecem em linearidade a uma série de transições demográficas, essenciais ao cálculo das Tábuas de Mortalidade, que ocorrem de maneira não uniforme e são influencias pelas desigualdades socais de cada região. As duas principais são as transições demográficas e epidemiológico, ambas tratando de processo de transição vivenciados por uma população de acordo com a passagem do tempo. A primeira, referindo-se ao processo de aumento de expectativa de vida de uma população, quando a mortalidade diminui em todas as faixas etário e concentras nos mais idoso. Já a segunda, referindo-se à gradual mudança no perfil das mortes, que avançam de doença infecciosas até crônica, mostrando o avanço da saúde pública. Ambas as transições afetam diretamente no cálculo das Tábuas de Mortalidade e também contribuem para a análise das desigualdades socais entre as regiões analisadas.
Desigualdade social
Ao comparar-se as Tábuas de Mortalidade de passes do Hemisfério Norte, especialmente europeu, que já passaram pelas transições demográficas e enquadram-se como desenvolvidos, ás dos passes do Hemisfério Sul, ainda em desenvolvimento, percebe-se uma notável diferença. Ose padrões de taxa de mortalidade apresentam-se dispares quando passes desenvolvidos possuem taxas de expectativa de vida maiores e de natalidade menores, um quadro oposto aos exposto em passes do Hemisfério Sul.

Essa diferença é proveniente de um longo processo de desigualdade social, no qual passes do sul, especialmente do continente africano e da América do Sul, enfrentaram longos processo de colonização e atraso desenvolvimentista, enquanto passes europeu, por exemplo, foram lideres de projetos colonizadores e exploração mercantil e escravista internacional. Segundo Carlos de Almeida Toledo, professor do Departamento de Geografia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, “com o fim das relações coloniais, a desigualdade entre ose contextos territorial, por assim dizer, mantém essa separação norte-sul”; entretanto, o professor afirma que tais referenciais não devem ser analisados como absoluto, pois também devesse considerar a perspectiva de composição interna dos território, como a que está presente entre as regiões do Norte e Nordeste, em relação ao Sul e Sudeste, que apresenta fatores de desigualdade social e econômico notáveis entre si. Ao longo das década, houve um considerável aumento das desigualdades regionais em termos de expectativa de vida, por exemplo, com a diferença entre a maior (Sul) e a menor (Nordeste e Norte) esperança de vida, no período de 2008 a 2018, aumentando de 5,22 para 5,74 anos para homens e de 4,80 para 5,22 anos para mulheres. Tais desigualdades encontram suas razões em diversos processo de formação populacional, mas, segundo o professor, as influências se dão de diversos formas, tanto econômicas como reprodutivas.
“Nós temos um processo de precarização do trabalho avançado, o autoempresariado, que faz um discurso muito lógico e direto sobre as condições de responsabilização dos trabalhadores. Mas, se a gente for olhar para isso, as condições de reprodução dessa população são muito mais difíceis, muito mais endividas, e passam por alguns aspecto que são bem diferente do que a população que se consolida hoje como a população mais velha da sociedade, especialmente nas metrópole.” Entretanto, tais desigualdades mostram-se lentamente diluídas frente ao considerável crescimento da expectativa de vida em tais regiões, resultados da aplicação de política publicas que abrangem desde a área da saúde até a transferência de renda, que ocasionaram um aumento da expectativa de vida na região Nordeste em 13 anos, chegando a 71,2 anos durante as últimas década.
Jornal da USP no Ar
Jornal da USP no Ar no ar veiculado pela Rede USP de Rádio, de segunda a sexta-feira: 1ª edição das 7h30 ás 9h, com apresentação de Roxane Ré, e demais edites ás 14h, 15h, 16h40 e ás 18h. Em Ribeirão Preto, a edição regional vai ao ar das 12 ás 12h30, com apresentação de Mel Vieira e Ferraz Junior. Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 93.7, em Ribeirão Preto FM 107.9, pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo do Jornal da USP no celular.
[ad_2]
Por jornal.usp
