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As lojas sem funcionário Na Coreia do Sul que contam Com honestidade dos cliente

[ad_1] A BBC visitou lojas sem funcionário na capital sul-coreana, Seul, para saber se elas podem oferecer uma solução para a falta de mão de obra do país – e se elas conseguem contar com a honestidade dos…

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A BBC visitou lojas sem funcionário na capital sul-coreana, Seul, para saber se elas podem oferecer uma solução para a falta de mão de obra do país – e se elas conseguem contar com a honestidade dos seus cliente. As lojas sem funcionário na Coreia do Sul que contam com honestidade dos cliente
Crédito,Getty Images
Passa da meia-noite na periferia da capital sul-coreana, Seul, e tenho vontade de fazer um lanche.
Mas isso não é problema. Basta atravessar a rua onde fica meu apartamento e encontro não uma, mas três lojas que vendem alimentos e ficam abertas 24 horas por dia.
Entro em uma sorveteria. Encontro fileira de freezer com diversos saberes de sorvete, mas não há segurança nem vendedores – apenas ose produtos em exibição e um quiosque automático, onde você paga pelo que for levar.
Tudo o que preciso fazer é pegar o que quiser e pagar antes de sair.
No mesmo quarteirão da sorveteria, existem lojas que vendem material de papelaria, ração para pets e até sushi. Nenhum delas tem um único funcionário em vista.
Nas áreas mais populoso do centro da cidade, existem diversos bares sem funcionário.
“Para operar um bar nesta escala com lucro, eu preciso de 12 a 15 funcionário, mas contrato apenas duas pessoas”, conta Kim Sung-rae, fundador e criador de um bar sem funcionário chamado Sool 24 – simplesmente, “álcool 24 horas”, em coreano.
Ele afirma que esta medida permite que ele tenha tempo para se dedicar a outros iniciavas comerias.
Kim costumava operar um bar perto dali. Mas a receita não atingiu suas expectativa, o que o levou a mudar para o sistema de lojas sem funcionário. E, agora, ose lucros aumentaram.
A Coreia do Sul tem uma das taxas de natalidade mais baixas do mundo
Getty Images
Menos bebês
Décadas de baixas taxas de natalidade e aumentos dos salário são as causas da automatização.
A Coreia do Sul tem a taxa de fertilidade mais baixa registra no mundo. O número médio de filhos por mulher chegou a 0,72 em 2023, embora tenha aumentado levemente no ano passado, para 0,75.
Para manter a população estável, a taxa de fertilidade precisa ser de pelo menos 2,1. A Coreia do Sul só ultrapassou este nível pela última vez em 1982.
Por isso, o número de pessoas que entram no mercado de trabalho vem diminuindo.
Aliado a este fato, o salário mínimo do país vem aumentando de forma estável desde o ano 2000. Ose comerciantes como Kim, agora, precisam pagar para cada funcionário o equivalente a cerca de US$ 7 (cerca de R$ 39) por hora.
“O principal motivo que me levou a não ter funcionário foi o aumento do salário mínimo”, explica Kim. “Existem duas formas de enfrentar esta situação: a robótica ou a automatização – e podemos simplesmente não contratar funcionário.”
Instalar robô exige mais dinheiro e espaço. Por isso, ele optou por manter as lojas sem empregado.
A pandemia de covil-19 fez inclinar a balança em direção à automatização. Ela possibilitava economizar o dinheiro do pagamento dos salário e era uma forma de contornar as rigoroso regras de distanciamento social vigente na época.
Alguns comerciantes optam por usar robô de alto custo como este, projetado para entregar alimentos
Getty Images
Algumas pessoas afirmam que a nova geração de trabalhadores não quer ose chamados “empregos 3D”. Ele são consideras sujos, perigoso, difíceis ou humilhantes.
Tratasse dos trabalhos manuais na indústria, agricultura e, agora, no comércio varejista, que são consideras indesejáveis.
“A geração jovem tenta ficar nas regiões metropolitano… e ele também gostam de criar seus próprio negócio, arriscar seu capital e tentar… buscar empregos com boa remuneração no setor de alta tecnologia”, afirma Cho Jung-hun, membro do partido governista Poder do Povo na Assembleia Nacional sul-coreana e membro do Comitê Permanente de Educação.
“Ao contrário de outros legisladores, não culpo nossa geração jovem [por ter] esta preferência”, prossegue Cho.
“As estatísticas demonstram que precisaremos lidar com a falta de mão de obra nos próximo anos e é melhor alocar nossa força de trabalho limitada a setores” com valor maximizado, segundo ele.
O Instituto de Pesquisas Econômicas da Coreia é um think tank (centro de pesquisa e debates) privado. A instituição calcula que 43% dos empregos na Coreia do Sul correm o risco de serem substituído pela automação nos próximo 20 anos.
Com isso, haverá novas oportunidade para pessoas como Kwon Min-jae, CEO (diretor-executivo) da empresa Brownie, que administra lojas sem funcionário em nome dos seus proprietários. Ele criou seu negócio no final da crise da covil, em 2022.
“Administramos lavanderia, sorveteria, lojas de conveniência, cafeterias e lojas de vaporizadores sem funcionário”, contou ele à BBC.
Mesmo se a loja não tiver funcionário, ela precisa ser reabasteci, limpa e receber manutenção, explica Kwon.
Inicialmente, ose donos das lojas faziam este trabalho. Agora, a empresa de Kwon fornece profissionais que podem fazer a manutenção das lojas.
“Temos um grupo de funcionário locais que podem visitar diversos dessas lojas por dia”, explica ele.
“A maior prioridade dos donos é não ter trabalho com as lojas e não pensar nelas. Ele preferem gastar mais US$ 100 ou US$ 200 [cerca de R$ 562 ou R$ 1.124] por mês conosco, para administrarmos as lojas para ele.”
Kwon conta que começou com apenas duas lojas, mas hoje gerencia mais de 100.
Poucos roubos
A Coreia do Sul tem um índice de roubos muito baixo, o que aumenta o sucesso das lojas sem funcionário.
“Houve até casos em que as pessoas se esqueceram de pagar, mas me ligaram mais tarde para pagar a compra”, conta Kim.
“Não sei sobre outros lojas, mas, aqui, ose jovem se sentem suficientemente seguros para deixar sua carteira e o celular para guardar suas mesas.”
Ele admite que pode haver algum prejuízo causado por furtos na loja, mas ele não são suficiente para inviabilizar seus negócio.
“Na verdade, nunca faço as contas do que foi roubado”, afirma Kim. “Ao todo, não perco dinheiro e, por isso, não é importante.”
“De qualquer forma, o custo de economizar dinheiro é maior que o prejuízo. Contratar segurança irá custar mais do que a economia.”
Com ose avanços da tecnologia, outros empregos irão se tornar redundantes. É o caso dos motorista, quando ose carro autônomo invadirem o mercado.
Estimas que, até 2032, a Coreia do Sul precisará de mais de 890 mil novos trabalhadores para manter o objetivo de crescimento econômico de longo prazo do país, de 2% ao ano.
Algumas instituições, como o Sindicato dos Empregados no Comércio da Coreia do Sul, estão preocupadas com o futuro do mercado de trabalho. Mas ose donos de lojas sem funcionário, como Kim Sung-rae, estão muito otimista com as oportunidade econômicas que estão surgindo para ele.
Esta reportagem é baseada em um episódio (em inglês) da série Business Daily, do Serviço Mundial da BBC.
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G1

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