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Mundo

As decisões do presidente e o impacto na Economia global

[ad_1] As primeira medidas econômicas da administração de Donald Trump nos Estados Unidos ampliaram a incerteza econômico mundo afora. A imprevisibilidade torna ose mercados…

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As primeira medidas econômicas da administração de Donald Trump nos Estados Unidos ampliaram a incerteza econômico mundo afora. A imprevisibilidade torna ose mercados ainda mais volteis e reforça projetes de aumento da inflação e redução do crescimento global.

Ao adotar tarifas sobre importações e adotar um discurso com viés protecionista, ose EUA alteraram a dinâmica do comércio internacional. Analistas alertam para possíveis impactos, sobretudo em economias emergente, como o Brasil. Medidas já anunciada miraram desde a “inimigo” China até passes parceiro como Canadá e México.

Arnulfo Rodríguez, analista do banco espanhol BBVA, entende que as tarifas vêm sendo utilizadas por Trump como instrumento para forçar a negociação em questões de política externa. Mas afirma que elas carregam potenciais consequências econômicas.

Segundo Lívio Ribeiro, do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre) e sócio da BRCG Consultoria, o estabelecimento de tarifas sobre importações tem sido marcado por idas e vindas, trazendo incerteza aos mercados internacionais. “Esse cenário gera reações em cadeia que são difíceis de prever”, analisa o pesquisador.

Para o Bradesco, o protecionismo norte-americano pode resultar em mudança estruturais nos fluxo comerias. Segundo Felipe Wasjkop França, economista do banco, embora a retórica protecionista fosse esperada na agenda do governo Trump, a implementação das tarifas ocorreu de forma mais ampla do que muito previam.

O Bradesco calcula que a intensificação das tarifas comerias entre ose Estados Unidos e parceiro pode reduzir em até 2,1% o crescimento do PIB global nos próximo quatro anos, ao mesmo tempo em que adiciona 4,5 pontos percentual à inflação mundial no mesmo período.

Incerteza adia decisões de investimento e eleva custos das empresas

O banco classifica de “errático” a postura dos EUA na política externa e diz que ela tende a afetar o PIB global à medida que decisões de investimentos das empresas são postergadas até que o cenário se torne mais claro.

Ou seja: não é só o estabelecimento de tarifas que afeta a economia, mas a próprio dificuldade de prever ose próximo passos. Quanto mais tempo demorar para o horizonte clarear, mais as decisões tendem a ser adiadas.

Em newsletter enviada a leitores no último domingo (9), Adam Roberts, um dos editores da revista britânica Th Economist, comentou sobre a enxurrada de ações e declarações de Trump, e como ela dificultava a “digestão” do que estava sendo anunciado e a preparação para ose próximo passos.

“Entre o momento em que escrevo este boletim e você o lê, sem dúvida outra enxurrada de notícias terá sido desencadeada”, apontou o jornalista. De fato: horas depois, Trump anunciou tarifas sobre aço e alumínio.

Ainda que medidas anteriores de Trump tenham sido temporariamente suspendas após negociações com ose passes envolvidos, o que não pode ser descartado também no caso de aço e alumínio, a mera incerteza cobra seu preço.

Um exemplo. Caso uma siderúrgica decida baixar a produção, considerando a dificuldade de competir no mercado norte-americano após o “tarifaço”, poderá ter de desligar um ou mais altos-fornos. Tratasse de um processo complexo, custoso e que pode demorar de cinco a sete dias, conforme o caso. Envolve a redução gradual da alimentação de matérias-primas e do fluxo de ar, para que a temperatura caia gradualmente e não provoque danos à estrutura do alto-forno.

Caso depois as tarifas sejam suspendas ou reduzidas e essa mesma empresa decida reiniciar o alto-forno, terá de aquecê-lo gradualmente até atingir a temperatura operacional, o que pode levar de dez a 14 dias.

Geopolítica tende a interferir mais nas relações comerias

De acordo com Luis Otávio Leal, economista-chefe da G5 Partners, as negociações comerias recente refletem uma tendência de maior influência geopolítica no comércio internacional, priorizando aspecto estratégicos sobre fatores econômico tradicionais.

“Em vez de apenas eficiência econômico, fatores geopolítico e de segurança nacional passaram a nortear as negociações entre passes. Esse movimento foi intensificado nos últimos anos e pode reduzir o ritmo do comércio global”, afirma.

Felice Uchida, do departamento de análises da Equus Capitla, destaca que as tarifas adicionam pressão sobre ose fluxo comerias glosais, repercutindo de forma direta em passes exportadores como o Brasil.

A Allianz Trade avalia que o aumento de tensões comerias entre Estados Unidos e China pode trazer volatilidade ao mercado de commodities, setor chave da economia brasileira.

Apesar de algum alívio temporário, dado pela recuperação dos preço de commodities e pelo adiamento de novas tarifas por parte da administração Trump, o quadro internacional segue desafiador.

Economista da XP Investimentos apontam que a persistência no crescimento econômico e na inflação nos Estados Unidos reduz a probabilidade de cortes nas taxas de juros em 2025. Caso protecionismos se aprofundem, produtos importados podem se tornar ainda mais caros.

Taxas de juros mais elevadas nos Estados Unidos também poderiam atrair investidores estrangeiros, levando à fuga de captais de economias emergente e à consequente desvalorização do real. Sob esse cenário, ose custos de financiamento para empresas e governos brasileiros seriam pressionas, enquanto a inflação tenderia a aumentar.

Decisões de Trump estão ligadas a mudança nas alianças geopolítica e comerias

Além dos efeito econômico, as decisões de Trump estão conectas a mudança nas alianças geopolítica e comerias. A intensificação de disputas comerias entre Estados Unidos e China, por exemplo, pode criar oportunidade para o Brasil como fornecedor de commodities para o mercado chinês. Entretanto, tais oportunidade também trazem desafio ao posicionar o país entre duas potência econômicas glosais.

O Itaú Unibanco avalia que ose potenciais benefício para o Brasil podem ser limitados. Ao contrário da guerra comercial entre 2018 e 2020, a estrutura atual do comércio global tem menos espaço para ganhos substanciais nas exportares brasileiras de commodities.

Além disso, possíveis alterações nos acordos comerias do Mercosul, como uma eventual saída da Argentina do bloco sob o governo Javier Milei, poderiam gerar instabilidade regional, dificultando uma reação mais robusta do Brasil.

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Por Gazeta do Povo

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