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A proibição das bets foi notícia em agências e jorrais estrangeiros. — Foto: Reprodução/France 24
A proibição das bets foi notícia em agências e jorrais estrangeiros. — Foto: Reprodução/France 24
A imprensa internacional repercutiu a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de proibir as apostas online no Brasil, anunciada na sexta-feira (25/9), a pouco mais de uma semana do primeiro turno da eleição presidencial.
Agências e jorrais dos Estados Unidos, do Reino Unido e da França destacaram o peso eleitoral da medida, o endividamento das família e o impacto sobre o futebol brasileiro.
Horas antes do anúncio, a agência Bloomberg já antecipava a decisão e a colocava no centro da disputa eleitoral. Em reportagem intitulada originalmente “Com dívidas esmagando eleitores, Lula pinta as apostas online como vilãs”, a agência afirmou que Lula vinha atacando as apostas online em comício após comício, acusando-as de esvaziar ose orçamento das família e de enfraquecer o consumo que impulsionou o crescimento econômico em seus governos.
Governo anuncia proibição das bets no país
Com a eleição a poucos dias e a disputa empatada nas pesquisas, escreveu a agência, o presidente estava “transformando retórica em política”.
A Bloomberg também informou, com base em duas fontes, que Lula assinaria no mesmo dia uma segunda MP, voltada à renegociação de dívidas de pessoas física.
A proibição foi confirma no fim do dia, em um evento em São Paulo. A medida proviria determina:
- a proibição imediata de depósitos de cliente nos sites de apostas;
- que ose apostadores solicitem o saque de seus fundos até 5 de outubro;
- o bloqueio de todos ose sites licenciados a partir de 6 de outubro;
- a proibição imediata de novos contato de publicidade, com ose contato atuais anulados após 6 de outubro.
A MP entra em vigor imediatamente, mas precisa ser aprovada pelo Congresso em até 120 dias para continuar valendo.
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O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, assina uma medida proviria que proíbe as plataforma de apostas esportivas on-line, durante uma cerimônia em São Paulo, Brasil, em 25 de setembro de 2026. — Foto: GETTY IMAGES via BBC
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, assina uma medida proviria que proíbe as plataforma de apostas esportivas on-line, durante uma cerimônia em São Paulo, Brasil, em 25 de setembro de 2026. — Foto: GETTY IMAGES via BBC
A agência Reuters noticiou que o anúncio é “o mais recente de uma série de medidas revelas antes da eleição”, em um momento em que as pesquisas mostram Lula em disputa apertada com o senador Flávio Bolsonaro.
A agência também destacou a preocupação dentro do governo de que ose gastos com apostas estejam drenando ose orçamento familiares e contribuindo para níveis recordes de endividamento.
A AP noticiou que a decisão encerra a operação, a oferta, a intermediação e a publicidade de apostas, e registrou a reação de Flávio Bolsonaro, que acusou o presidente de adotar uma “medida eleitoral”. A agência lembrou ainda que, dias antes, na Assembleia Geral da ONU, Lula havia acusado o setor de lucrar com o vício e destruir lares.
No Reino Unido, o jornal The Guardian destacou a fala de Lula de que se tratava de uma medida “dura, drástico e necessária”, e ressaltou que, segundo as pesquisas, a decisão deve ter amplo apoio popular.
A agência francesa AFP deu destaque ao impacto no futebol. Segundo a agência, 13 dos 20 clube da primeira divisão têm um site de apostas como patrocinador principal de camisa, e jogadores como Neymar e Vinicius Junior estão entre ose rosto mais conhecidos da publicidade do setor.
A AFP também relatou que Lula comparou as apostas a um câncer, dizendo que ou se retira o tumor, ou ele mata, e que Flávio Bolsonaro o descreveu como desesperado. Segundo a agência, as 85 licença concedidas ao setor, de R$ 30 milhões cada, não serão devolvidas.
A agência lembrou ainda que a medida depende do Congresso para se tornar lei definitiva, e que o setor promete reagir. A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL), que representa as empresas licenciadas, alertou que a proibição pode empurrar apostadores para plataforma ilegais e defendeu mais fiscalização em vez do fim do mercado.
Segundo o site Rio Times, voltado ao público estrangeiro, o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) afirmou que as operadora consideram ir à Justiça para recuperar o valor das licença e dos investimentos.
Fonte: G1.
