Um grupo de apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL) levou um míssil inflável com um pedido para que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ataque o Brasil com armas nucleares. O objeto foi exibido durante uma manifestação de campanha realizada neste domingo (18), na Avenida Paulista, em São Paulo.
O míssil branco trazia a inscrição em inglês “Trump nuke Brazil”, que pode ser traduzida como “Trump, ataque o Brasil com armas nucleares”.
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Imagens que circularam nas redes sociais mostram manifestantes vestidos de verde e amarelo carregando o objeto e tentando erguê-lo em meio ao público. Os responsáveis pela confecção do inflável não foram identificados.
A presença do míssil chamou a atenção por ocorrer em um ato de apoio ao candidato à Presidência a apenas uma semana do segundo turno das eleições, marcado para 25 de outubro.
Organização havia pedido para esconder bandeiras dos EUA
O episódio aconteceu durante a manifestação chamada “Bloquinho do 22”, organizada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que reuniu apoiadores e lideranças políticas da direita.
Antes dos discursos, a organização orientou os participantes a recolher bandeiras de outros países, especialmente dos Estados Unidos e de Israel, para priorizar os símbolos brasileiros durante o evento.
Apesar da orientação, o míssil com a mensagem dirigida a Trump foi exibido entre os manifestantes.
O ato contou com a participação de Flávio Bolsonaro, do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e do prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB).
Segundo estimativa do Monitor do Debate Político, vinculado à USP e ao Cebrap, em parceria com a organização More in Common, aproximadamente 71,9 mil pessoas participaram da manifestação.
Pedido de ataque nuclear provoca críticas
A divulgação das imagens gerou reações de políticos, especialmente de integrantes de partidos de esquerda.
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), criticou a atitude dos manifestantes em uma publicação nas redes sociais.
“INACREDITÁVEL! Bolsonaristas levaram para Paulista míssil inflável escrito: ‘Trump, bombardeie o Brasil!’. Ainda dá tempo de evitar essa indecência!”, escreveu.
A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) também criticou o episódio. Já a deputada Sâmia Bomfim (PSOL-SP) questionou o pedido de intervenção estrangeira e defendeu o respeito à soberania nacional.
O episódio repercutiu também pelo significado da palavra inglesa “nuke”, utilizada para se referir a um ataque com armas nucleares, e não a um bombardeio convencional.
Campanha de Flávio Bolsonaro não comentou o episódio
Até a divulgação das primeiras reportagens, a campanha de Flávio Bolsonaro não havia se manifestado sobre a presença do míssil inflável na Avenida Paulista.
Também não havia confirmação de que o objeto tivesse sido autorizado pela organização do evento ou de que o candidato tivesse conhecimento prévio da iniciativa.
Durante a manifestação, Flávio discursou aos apoiadores e fez críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), seu adversário na disputa presidencial.
O senador também afirmou que, caso seja eleito, pretende receber a faixa presidencial das mãos de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Lula desafia Flávio a abrir dados bancários e telefônicos, mas senador sai pela tangente
Durante confronto com Flávio Bolsonaro, o presidente Lula propôs que ambos abram seus sigilos bancário e telefônico, incluindo os dados de seus familiares, antes das eleições. O petista afirmou que a medida permitiria aos brasileiros avaliar as acusações de corrupção. Flávio rebateu com críticas ao adversário
Folhapress | 02:45 – 19/10/2026
Fonte: Noticias Minuto.
