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Aluno abre fogo em escola na França e deixa feridos; ‘Saímos correndo em pânico’, diz estudante

Aluno de 14 anos abre fogo com espingarda em escola na França e deixa feridos Um ataque a tiros em uma escola na França nesta segunda-feira (12) deixou dois feridos, segundo o governo francês. Um aluno de 14 anos foi preso sob suspeita de levar uma espingarda e disparar contra funcionários. O incidente ocorreu na escola Lakanal em Aubagne, cidade no extremo sul do país próxima a Marselha. O diretor…

Aluno de 14 anos abre fogo com espingarda em escola na França e deixa feridos

Um ataque a tiros em uma escola na França nesta segunda-feira (12) deixou dois feridos, segundo o governo francês. Um aluno de 14 anos foi preso sob suspeita de levar uma espingarda e disparar contra funcionários.

    O incidente ocorreu na escola Lakanal em Aubagne, cidade no extremo sul do país próxima a Marselha. O diretor do colégio e uma professora ficaram feridos após serem atingidos por disparos de uma espingarda de caça, segundo o gabinete do primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu.

    O autor do ataque é um aluno de 14 anos, segundo o prefeito Jean-Pierre Squillari. Ele levou a espingarda escondida dentro de uma capa de guitarra e abriu fogo quando chegou à escola. O adolescente foi desarmado por um supervisor e foi detido pela polícia, segundo o relato do prefeito e de um colega da escola.

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    Alunos e pais do lado de fora da escola Lakanal em Aubagne, no extremo sul da França, após ataque a tiros em 12 de outubro de 2026. — Foto: Reuters

    Alunos e pais do lado de fora da escola Lakanal em Aubagne, no extremo sul da França, após ataque a tiros em 12 de outubro de 2026. — Foto: Reuters

    O diretor e a professora foram internados e atendimento médico no local e nenhum dos dois corre risco de morrer, afirmou o gabinete do premiê.

    Squillari disse que seu governo abriu uma investigação para apurar o ataque.

    ‘Saímos correndo em pânico’, diz aluna

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    Viaturas de polícia e ambulâncias do lado de fora da escola Lakanal em Aubagne, no extremo sul da França, após ataque a tiros em 12 de outubro de 2026. — Foto: Reuters

    Viaturas de polícia e ambulâncias do lado de fora da escola Lakanal em Aubagne, no extremo sul da França, após ataque a tiros em 12 de outubro de 2026. — Foto: Reuters

    Uma estudante do nono ano da escola Lakanal disse à agência de notícias Reuters que os alunos saíram correndo das salas de aula quando ouviram os dois disparos de espingarda.

    “Ouvimos estrondos e saímos da sala. Pareciam fogos de artifício estourando, mas depois percebemos que eram tiros. Eu e meu amigo olhamos para trás e ele [aluno autor do ataque] estava lá carregando uma arma. Então, entramos em pânico e corremos. (…) Havia sangue nos dois primeiros andares. Não sabíamos o que estava acontecendo. O instinto de sobrevivência falou mais alto, e corri em direção à saída. (…) Fiquei assustada, eu poderia ter morrido”, disse a estudante.

    Segundo a aluna, que não teve sua identidade revelada, sua professora de matemática inicialmente havia minimizado o barulho causado pelo primeiro disparo, atribuindo-o a obras nas proximidades. Porém, o segundo disparo foi seguido pelo acionamento de um alarme.

    Protestos estudantis

    Estudantes intensificam os protestos pela educação na França

    O ataque ocorreu em meio a protestos estudantis que tomaram as ruas da França nas últimas semanas. O movimento causou um caos no país europeu e gerou uma crise política, com combates entre manifestantes e policiais, centenas de escolas fechadas e aulas suspensas, além de uma greve de professores.

    Eddy Sid, porta-voz do sindicato policial SGP-FO, disse à BFM TV que não havia nenhuma ligação aparente entre o ataque e os protestos de estudantes do Ensino Médio contra a falta de funcionários e de financiamento para as escolas. Segundo Sid, o colégio Lakanal não havia sido afetado pelos protestos.

    O presidente francês, Emmanuel Macron, que tenta estancar a crise causada pelos protestos estudantis, lamentou o ataque desta segunda. Ele afirmou também que a violência nas manifestações protestos estudantis é “inaceitável”.

    A líder da extrema direita, Marine Le Pen, favorita na disputa para substituir Macron na próxima primavera europeia, afirmou que o governo estava perdendo o controle da segurança nas escolas.

    “As escolas, que deveriam ser locais de proteção, agora são lugares onde as pessoas correm risco de vida. A insegurança entrou nas escolas. Muitos alunos e professores vão para lá com um nó no estômago.”

    Os ministros do Interior francês, Laurent Nuñez, e da Educação, Edouard Geffray, foram enviados à cidade após o ataque, ainda segundo o gabinete de Lecornu.

    Fonte: G1.

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