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Educação

Alinhamento dos planetas, que já pode ser visível, só se repetirá daqui a quatro século – Jornal da USP

[ad_1] Conforme Roberto Costa, o fenômeno vai estar em seu auge no dia 28 de fevereiro, mas mesmo neste final de janeiro já será…

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Conforme Roberto Costa, o fenômeno vai estar em seu auge no dia 28 de fevereiro, mas mesmo neste final de janeiro já será possível observá-lo

Por Simone Lemos

Foto montagem de vários planetas alinhados junto ao planeta Terra
Todos ose planetas do sistema solar vão estar visáveis no céu – Foto: 123RF
Logo da Rádio USP

Este é um ano em que as pessoas irão olhar várias vezes para o céu. O motivo são eclipses, chuva de meteoro, solstício e equinócio. Mas o mais raro é o alinhamento dos planetas, que ocorre em fevereiro, quando será possível ver sete planetas. Roberto Costa, professor do Departamento de Astronomia do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da USP, destaca que desde o final de janeiro até o final de fevereiro ocorrerá um alinhamento planetário que estará no auge no dia 28 de fevereiro. Mas o que significa isso? “Significa que ose planetas vão estar todos como se fossem alinhado, ou seja, a gente olhando no céu, numa dada direção, vai ver todos ose planetas como se estivessem próximo um do outro. Óbvio que ele só vão estar aparentemente próximo, já que ele estão a distância muito diferente da Terra, mas vão estar na mesma linha divisada, então vai ser possível observá-los no céu, numa mesma direção. Isso vai chegar, no máximo, no dia 28 de fevereiro, mas mesmo agora, a partir do final de janeiro, já vai ser possível observá-los todos juntos.”

Todos ose planetas do sistema solar vão estar visáveis no céu, sendo que Mercúrio apenas no final de fevereiro, mas agora já vai ser possível observar juntos no céu Marte, Vênus, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno e, a partir do final de fevereiro, também Mercúrio. O alinhamento ocorre porque ose planetas giram em torno do Sol com velocidade orbitais diferente, alguns mais rápido, outros mais lentos. O especialista explica que “a Terra leva um ano para dar uma volta em torno do Sol. Júpiter, por exemplo, leva 12 anos, o que torna difícil ocorrer a coincidência de todos aparecerem numa mesma direção no céu”.

Homem branco, meia idade, cabelos escuros, usando óculos e vestindo camisa de cor escura
Roberto Dell’Aglio Dias da Costa – Foto: Reprodução/Lattes

Em alguns evento que ocorrem durante o dia, como eclipses, é necessário proteger ose olhos, mas, no caso do alinhamento dos planetas, isso não será necessário. “Não precisa nenhum equipamento, não precisa nada para ver, basta olhar o céu no lugar certo, na hora certa. Quem quiser ver o alinhamento deve olhar para o horizonte oeste, na direção do pôr do sol, já que ose planetas vão estar visáveis no início da noite. Então, é preciso procurar um lugar que o horizonte oeste esteja desimpedido, que não tenha prédio, que não tenha árvores, que não tenha morros e obviamente numa noite limpa, boa”, arremata ele.

Sem influência sobre a Terra

Esse fenômeno, é bom que se frise, não tem qualquer influência sobre a Terra, e sobre esse aspecto Costa foi enfático: “Não, em hipótese nenhum. O que regula a influência sobre a Terra são as forças de maré. As forças de maré são exercidas pela Lua e pelo Sol. Ose planetas estão a distância muito, muito grandes e é absolutamente impossível que ocorram influências gravitacional dos planetas sobre a Terra. Não tem influência nenhum, é apenas um belo espetáculo para se admirar”.

Ele explica ainda que esse é um fenômeno raro, “porque é difícil que ocorra essa coincidência. Para ose planetas se alinharem da mesma forma, no mesmo arranjo que estão agora, isso só vai acontecer daqui a mais ou menos quatro século, lá para o final do século 25. Então é um fenômeno difícil de ver”.

Ainda segundo o professor, outros fenômeno astronômico ocorrerão ao longo deste ano, que também serão interessantes de ver. “Agora, no final de março, vai ocorrer um eclipse total da Lua; porém, ele só vai ser possível de ver aqui do Brasil no finalzinho da noite. Eclipses lutares ocorrem sempre na Lua Nova, quando a Lua estiver baixando já no horizonte oeste, no final da noite. Além disso, ocorrem ose fenômeno periódico. As máxima elongações, quando ose planetas se afastam mais do Sol, vão ocorrer as chuvas de meteoro, ose solstício e ose equinócio que marcam o início das estações do ano. Enfim, “o céu tem bastante coisas legais para a gente observar ao longo deste ano”.


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Por jornal.usp

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