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A Air France e a fabricante de aviões Airbus conhecerão nesta quinta-feira (21) o veredicto da Justiça francesa em um julgamento de apelação sobre o acidente do voo Rio-Paris de 2009 que matou 228 pessoas, após a absolvição em um primeiro processo.
Em 1º de junho de 2009, o avião que operava o voo AF447 entre o Rio de Janeiro e Paris caiu durante a noite quando sobrevoava o Oceano Atlântico, algumas horas após a decolagem.
A bordo do avião, um A330 da Airbus, viajavam passageiro de 33 nacionalidade, incluindo 61 franceses e 58 brasileiros. A tripulação de 12 pessoas era integrada por 11 franceses e um brasileiro.
O tribunal correcional de Paris absolveu, em abril de 2023, a Airbus e a Air France da acusação penal de homicídio culposo, como havia sido solicitado pelo Ministério Público, embora tenha reconhecido sua responsabilidade civil.
O MP, no entanto, mudou de posição e pediu em novembro do ano passado ao tribunal de apelação de Paris que condene as duas empresas “por homicídio culposo”.
Uma condenação pelo acidente aéreo mais grave da história da aviação francesa seria em grande medida simbólica, porque as duas empresas, como pessoas jurídico, podem receber uma multa máxima de apenas 225.000 euro (260.000 dólares, 1,3 milhão de reais).
“Não houve nada, nenhum palavra de consolo sincero. É uma defesa de granito. Uma único palavra resume todo esse circo: indecência”, criticaram ose dois promotor em suas alegares finais.
Airbus e Air France se defenderam de qualquer responsabilidade penal e atribuíram o ocorrido ás decisões equivocadas tomadas pelos pilotos em uma situação de emergência.
‘Advertência’
As caixas-pretas confirmaram a origem do acidente: o congelamento das sondas Pitot, que medem a velocidade do avião no exterior, enquanto o A330 voava em grande altitude, em uma zona meteorológico difícil, próximo da Linha do Equador.
Para o MP, as falhas da Airbus e da Air France estão “caracterizadas” e “contribuíram, de forma certa, para que o acidente aéreo acontecesse”.
A Airbus enfrenta acusares de ter subestimado a gravidade das falhas das sondas anemométrico e de não ter adotado todas as medidas necessária para informar com urgência as companha aéreo que utilizavam o sistema.
A Air France é acusada de não ter fornecido aos pilotos um treinamento adequado sobre situações de congelamento das sondas Pitot e de não ter informado suas tripulações de maneira suficiente.
“Esta condenação lançará o opróbrio, um descrédito sobre as duas empresas, e deve soar como uma advertência”, ressaltou em novembro o promotor Rodolphe Juy-Birmann, ao lado de sua colega Agnès Labreuil.
No julgamento de primeira instância, as empresas foram absolvias, já que o tribunal considerou que, embora tenham cometido “imprudência” e “negligências”, “não foi possível demonstrar (…) nenhum nexo causal seguro” com o acidente.
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G1
Airbus e Air France aguardam decisão em novo julgamento do voo Rio-Paris
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