Para quem se pergunta o que acontece quando dois grandes fenômenos se unem já tem sua resposta: “Machine”, novo single da Bia Soull com Vita Pereira. Quase uma manifestação astrológica, as duas estrelas exaltam a feminilidade como um fator letal sem censura e com elegância, guiadas pelas waves eletrônicas assinadas por Pedro Adame – Já disponível nas plataformas digitais, a novidade é mais uma peça da era de Pornografia Auditiva, disco de estreia de Bia Soull que soma mais de 8 milhões de plays e já contemplado entre os melhores discos do ano segundo a imprensa nacional (ouça agora).
Bia Soull ascende no cenário nacional como uma revelação da música brasileira e rompe o véu imaginário que torna o funk um espaço masculino através de Pornografia Auditiva – A artista é explícita, mas é a protagonista. A perspectiva de sexo é sua, e o controle sobre tal prazer também. E segue transgredindo e manifestando a era de um disco já posicionado como uma das melhores obras de 2026.
Agora, dá mais um passo para posicionar de vez o feminino como um artifício malicioso e fulminante, e quem coestrela o storytelling é Vita Pereira, a maestra da Vita’s House, álbum também rankeado entre os destaques do semestre. “Lançamos álbuns muito distintos que, porém, conversam entre si. Quis unir esses dois universos trazendo a visão mais eletrônica da música de uma forma muito sensual”, comenta Bia Soull. Para além do novo single, as artistas já dividiram os outdoors como os novos rostos do Glow Brasil pelo Spotify.
“Utilizamos um assunto que aborda sexo, mas de uma forma política como uma resposta ao feminicídio”, discorre Bia Soull, que conecta o tema de uma forma ideológica. “Mas também é sobre pessoas das quais eu não faço questão de me relacionar porque elas podem ferir a minha existência, sabe? De quem eu tenho um certo receio, de quem eu me mantenho distante”, finaliza.
“Falei sobre a importância do fim do macho, daquilo que estrutura o poder, desejo e o sexo. Sinto em minha composição trabalhos de artistas travestis como Linn, Jup, Ventura, que também falam sobre essa questão, trouxe elas comigo nessa composição para mostrar que essa luta não começou comigo. Nós temos um trabalho extenso e honroso de mulheres na música que sempre falaram sobre desejo, poder, sexo, amor e glória. Nós (eu e Bia) somos a continuação dessas mulheres que aprenderam a gritar na música nossas vontades”, complementa Vita Pereira.
Já disponível nas plataformas de streaming pela Warner Music Brasil, “Machine” tem os visuais com a direção criativa de Muno, enquanto a fotografia é assinada por Gabriel Marques, vulgo Antropofagia, e o styling por Aline Livra.
