“Entropia” e “Ópio” são os novos singles da Évora, banda paulistana de rock que inicia hoje, quinta-feira, 3 de setembro de 2026, sua caminhada rumo ao primeiro disco de estúdio, com lançamento completo em novembro e, antes, mais um single em outubro. Os dois novos singles também saem acompanhados de seus respectivos visualizers, dirigidos por Murilo Amancio.
Com produção musical de Tomás e Gustavo Bertoni (Scalene), a banda formada por Lucas Caputo (baixo), Bruno Di Giorgio (bateria) e Nicolas Zaramello (voz e guitarra) apresenta como primeiro lançamento uma dupla de canções inéditas. “Entropia”, mais densa e introspectiva, faz contraste com “Ópio”, mais roqueira e enérgica. Duas facetas estéticas de uma mesma banda cujo principal lema diz: “o silêncio também grita”.
De acordo com Lucas Caputo, as músicas da Évora buscam provocar “uma maturidade de quem olha para o próprio abismo e entende que a dor é um processo de aprendizado, não o fim”. Essa reflexão sobre o que é possível colher de belo da dor é um pensamento constante dentro do trabalho feito pelo trio desde o ano passado, quando o projeto foi fundado.
“A ÉVORA é a consciência que nasce dentro de nós quando nos sentimos envenenados pela realidade. Entendemos o sentimento de não pertencimento, mas olhamos para a nossa própria ruína e rachaduras e transformamos a dor em arquitetura. Como um eixo milenar que aprendeu a renascer dentro de seu próprio vazio. Iluminamos as vulnerabilidades que muitos tentam esconder”, explica o manifesto da Évora.
Na estante de referências da Évora — e que se mostraram fundamentais para a produção de “Entropia” e “Ópio” —, os integrantes destacam projetos como Nothing But Thieves, Radiohead, The Neighbourhood, Sam Fender e Scalene.
“A incapacidade de sentir do eu lírico o leva a buscar alívio em ‘Ópio’. Ele procura refúgio em experiências, vícios, fantasias ou relações que prometem anestesiar a dor, mas aquilo que oferece conforto imediato também aprofunda a dependência e prolonga o sofrimento”, explica o baixista Lucas sobre “Ópio”.
Já em “Entropia”, a realidade começa a se fragmentar. “Sonhos, lembranças e pensamentos se confundem. Nada permanece estável. O personagem perde suas referências e passa a habitar um espaço mental onde tudo parece escorrer por entre os dedos”, ele comenta sobre a temática da outra canção.
