O rapper, compositor, intérprete, escritor, poeta e multiartista Eduardo Africano (32 anos) lançou o seu primeiro álbum, “ZYAR” (2026), dividido em 2 discos, com 12 faixas inéditas, no dia 3 de setembro. O novo trabalho é fruto do seu projeto musical “A elevação de um gênio rebelde” e está disponível em todas as plataformas digitais do artista cearense (Amazon Music, Apple Music, Deezer, Spotify e YouTube Music). O projeto é apoiado pelo X Edital das Artes de Fortaleza – SECULTFOR – Lei nº 10.432/2015.
Seu novo trabalho musical, intitulado “ZYAR”, é um álbum com 12 faixas inéditas que carregam uma escrita especialmente decolonial. “Meu álbum fala sobre raiz, processo, identidade e transformação. Então o “Y” surge como um símbolo dessa travessia, algo que conecta o urbano com o ancestral, o rap com a memória, o presente com quem veio antes de nós. O “Y” não substitui apenas uma letra. Ele muda a energia da palavra”, pontua.
O processo criativo do trabalho “ZYAR” não nasceu por acaso e passou por momentos cruciais do próprio artista, que abriram a visão para o olhar decolonial. “O “Y” nas faixas do meu álbum não é uma estética vazia. É identidade, ancestralidade e posicionamento. Muitas línguas indígenas utilizam o “Y” como uma vogal própria, carregando sons e significados que não existem da mesma forma no português. Escolher escrever assim é uma forma de me reconectar com raízes que foram apagadas, silenciadas e muitas vezes desrespeitadas pela história”, afirma.

Sobre o constante uso da letra Y, o artista declara: “O “Y” pra mim representa origem, espiritualidade e resistência. É como se cada palavra carregasse um código ancestral dentro dela. Quando escrevo as faixas com “Y”, eu também estou quebrando uma lógica colonizada da linguagem, mostrando que a arte pode criar novas formas de existir, falar e sentir. Não é “erro de português”. É uma escolha artística, cultural e simbólica”, reafirma.
O trabalho contou com a participação de artistas cearenses e uma mineira, como Adna Oliveira, APÊAGÁ, Angryroc, Barney, Carú Lina, Isla, MartinMc, Pretassa, Prof Isaac Santos e a mineira Laura Conceição. “Quando se trabalha em algo tão valioso e que faz parte de uma grande história, ZYAR pra mim tem um grande significado, e me sinto honrado de ter feito parte disso, algo que eternizará pra toda uma vida”, declara PL, produtor do disco 01.
Sobre a construção do disco 1, o produtor PL diz: “O processo de criação de ZYAR me convidou a emergir em uma nova experiência, me inspirou a me arriscar em batidas, musicalidades e incorporar a identidade artística do Eduardo. A partir daí veio o desafio de transformar em som a expressão artística que ZYAR tem a transmitir às pessoas, a profundidade que cada letra tem a passar também se incorpora nas batidas e nas mixagens. Como resultado, esse processo de criação trouxe muita evolução artística e musical, tanto pra mim quanto pra Eduardo. Acompanhei de perto e nitidamente a nossa evolução musical, e isso torna mais satisfatório e gratificante”.
Já o produtor do disco 2, DANN!L, afirma: “O desenvolvimento do disco 2 do ZYAR foi realmente extraordinário. Uma experiência de muito aprendizado e evolução, tanto na carreira do Africano quanto na minha como produtor. Comecei esse trabalho com o Eduardo em março de 2026, quando ele me procurou pra participar de uma faixa pra completar o álbum. No início seria apenas isso. Mas a gente trocou uma ideia massa e decidimos que íamos fazer, além do nosso feat, a produção das 6 faixas que faltavam pra completar o álbum. A proposta do Eduardo era fazer algo novo, algo que ele mesmo ainda não havia experimentado, por isso propus a separação do álbum em 2 discos, para que ficasse claro que são dois Africanos diferentes, duas eras diferentes que compõem esse incrível processo de evolução”.
Neste ano de 2026, o rapper cearense Eduardo Africano trouxe os lançamentos dos singles “FOJO”, em 29 de janeiro, e “YRONYA”, em 27 de março. Já o seu primeiro álbum, intitulado “ZYAR” (2026), com todas as faixas inéditas, é fruto de seu projeto musical “A elevação de um gênio rebelde” e foi lançado no dia 3 de setembro. “Me fez entender que cada fase foi necessária pra eu chegar até aqui. Pra mim isso é algo espiritual, algo divino. Eu termino esse álbum realizado e muito orgulhoso da pessoa e do artista que me tornei durante essa caminhada”, declara o artista.
“Sou grato por todas as conexões que esse processo me proporcionou, por cada participação, por dividir esse trabalho com pessoas que sempre foram minhas referências e, hoje, também são meus professores. No fim das contas, ZYAR não é só um álbum. É a prova de que, quando a gente aceita quem é e respeita o próprio tempo, a arte deixa de ser só música e passa a ser um legado”, declara o artista Eduardo Africano.
Sobre o álbum “ZYAR”
O álbum “ZYAR” (2026) é dividido em 2 discos, com 12 faixas inéditas, e é a obra mais fora da caixa do multiartista e rapper Eduardo Africano. Ao carregar uma escrita decolonial com o constante uso da letra Y (usada como vogal nas línguas indígenas), representa, para o artista, origem, espiritualidade e resistência. A ideia é que cada palavra carregue um código ancestral dentro dela. A letra “Y” nas faixas do álbum não é uma mera estética vazia de sentido e significado. O uso do “Y” carrega marcas de identidade, ancestralidade e posicionamento.
O novo trabalho musical de Eduardo Africano é um grito que vem da alma e, acima de tudo, é também um reencontro. “ZYAR” é um projeto que o conecta com as suas raízes e o fez aceitar o seu processo e o próprio tempo. Por isso, fala principalmente sobre raiz, processo, identidade e transformação. Então o “Y” surge como um símbolo dessa travessia, algo que conecta o urbano com o ancestral, o rap com a memória, o presente com quem veio antes de nós. O “Y” não substitui apenas uma letra, é uma mudança de energia da palavra.
A principal explicação é que muitas línguas indígenas possuem sons diferentes do português. Em várias delas, o “Y” representa um som específico, geralmente uma vogal mais “fechada” ou “gutural”, que não existe exatamente no português. Então o “Y” não é apenas estilo – ele ajuda a representar a pronúncia correta da língua. Além disso, as ortografias indígenas foram construídas por linguistas junto aos próprios povos indígenas, pensando na preservação da identidade sonora e cultural dessas línguas.
Sobre o artista Eduardo Africano
O cearense Eduardo Africano (32 anos) nasceu em 18 de junho de 1994 e é rapper, compositor, arte-educador, escritor, intérprete e multiartista cuja trajetória nasce da vivência periférica em diversos bairros de Fortaleza (CE) e da necessidade de transformar a sua realidade em discurso. O rap é o seu eixo central, onde palavra, rima e verdade se encontram para narrar processos, enfrentamentos e construção de identidade. É autor das obras “Ultrapassando As Grades e Vendo Além dos Muros” (2020) e “Eu Mermo” (2023). Há quase 10 anos, Eduardo Africano vem atuando com arte-educação com rapazes que estão reclusos em unidades socioeducativas na sua cidade natal, Fortaleza (CE).
Sua musicalidade dialoga com diferentes vertentes, sempre com letras marcadas por densidade lírica, consciência social, espiritualidade, afetos e resistência. Eduardo Africano constrói não só rimas que buscam impacto social, mas também sentido, permanência e posicionamento.
Suas músicas estão disponíveis em todos os seus perfis nas plataformas digitais – Amazon Music, Apple Music, Deezer, Spotify, YouTube Music e demais serviços de streaming –, alcançando diferentes públicos e territórios. Seus videoclipes autorais estão disponíveis em seu canal no YouTube, ampliando a força de suas narrativas através do audiovisual, da performance e da estética urbana.
Ao longo de sua caminhada artística, Eduardo Africano lançou diversos trabalhos autorais que refletem sua evolução artística e pessoal. Cada lançamento representa uma etapa do processo, reafirmando o rap como ferramenta de expressão, denúncia e transformação.
Entre seus lançamentos, destaca-se o seu primeiro EP “EU MERMO”, lançado em 9 de setembro de 2023, além de outras músicas que consolidam sua identidade sonora e lírica. Seus clipes reforçam essa construção, unindo imagem, corpo e palavra como extensões da música.
Além da presença no rap, Eduardo também atua com poesia, slam, performance corporal, dança e projetos culturais, linguagens que não se substituem, mas agregam à sua musicalidade e fortalecem sua presença artística. É membro do grupo de break Sul-Clan (@sulclan_) há quase 10 anos e tem a cultura hip hop como elemento catalisador para os seus conhecimentos e as suas expressões.
Com vivências no audiovisual – incluindo uma experiência artística em Paris (França) que impactou a sua trajetória –, o cearense Eduardo Africano segue lapidando uma linguagem própria, na qual o rap é base e as demais expressões são ferramentas de expansão. Mais do que números, sua arte é compromisso com o processo, com a verdade e com a construção de caminho.
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