10 obras para ficar de olho durante o 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro

Portal Inhaí
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Por Helô Alves

O Festival de Brasília do Cinema Brasileiro chega à sua 59ª edição entre os dias 11 e 19 de setembro, reunindo, mais uma vez, o que há de mais representativo na produção audiovisual do país. Ao longo de nove dias de programação, o Cine Brasília e outros espaços culturais do Distrito Federal recebem diversas obras, entre longas, curtas e séries.

A seleção passa por diferentes formatos e recortes do audiovisual brasileiro, da ficção ao documentário e às séries, com dez títulos que discutem identidade racial, memória indígena e trajetórias periféricas. Confira abaixo a ficha completa de cada título.

“A Pele Morta” (2026)

Direção: Denise Moraes e Bruno Fatumbi Torres

Exibição: 11/09, às 19h30, Cine Brasília

Sinopse: Mostra a trajetória de um caminhoneiro uruguaio (César Troncoso) e de seu ajudante (Luan Iturve), um jovem indígena, em suas viagens pelas estradas entre o Brasil e o Paraguai, enquanto constroem uma relação entrelaçada por diferenças e descobertas.

“Delegado” (2026)

Direção: Leonardo Lacca e Marcelo Lordello

Exibição: 12/09, às 18h, Cine Brasília

Sinopse: A série acompanha Felipe (Johnny Massaro), um jovem recém-concursado que assume o comando de uma delegacia em Recife e tenta equilibrar seus ideais de justiça com a dura realidade da profissão.

Foto: Divulgação

“Um Céu de Estrelas” (1996)

Direção: Tata Amaral

Exibição: 13/09, às 15h, Cine Cultural Liberty Mall

Sinopse: Dalva é uma cabeleireira que trabalha na periferia de São Paulo e acaba de ganhar uma passagem para os Estados Unidos. Seu namorado a prende em casa para que não viaje, mas a polícia e a imprensa cercam o local enquanto os dois discutem.

“Hacker Leonilia” (2025)

Direção: Gustavo Fontele Dourado

Exibição: 14/09, às 18h, Cine Brasília; às 19h45, Complexo Cultural de Planaltina e UCB Taguatinga. 15/09, às 15h, Cine Cultural Liberty Mall.

Sinopse: Uma hacker idosa, em meio a uma crise pessoal, precisa usar suas habilidades e memórias para escapar de um metaverso e ter uma segunda chance.

“Amadeo e o Hipotético Mundo Novo” (2026)

Direção: Brenda Lígia e Edu Felistoque

Exibição: 14/09, às 18h, Cine Brasília; às 19h45, Complexo Cultural de Planaltina e UCB Taguatinga. 15/09, às 15h, Cine Cultural Liberty Mall.

Sinopse: Em 1830, no Brasil escravista, o jovem africano Amadeo inventa a câmera fotográfica antes dos europeus. Disfarçado para não ser escravizado, ele usa a invenção para ajudar a libertar as pessoas mantidas em cativeiro na fazenda de um poderoso barão. Nesse percurso, aproxima-se de Linda, filha do proprietário, uma jovem idealista apaixonada por ciência e arte, com quem vive um romance proibido. Uma aventura hipotética, romântica e bem-humorada sobre o Novo Mundo.

“Tempo à Faca” (2026)

Direção: Diogo Oliveira

Exibição: 15/09, às 15h, Cine Brasília

Sinopse: Baseado no romance do diretor Ruy Guerra. Em duas jornadas misteriosas, Neta e Deodato são movidos por um propósito em comum: cumprir uma missão. Guiados pela vingança e pela busca de um sentido para a vida, eles seguem por caminhos que podem transformar seus destinos.

“Afrolatinas: Mulheres Negras em Movimentos” (2026)

Direção: Viviane Ferreira

Exibição: 15/09, às 18h, Cine Cultural Liberty Mall

Sinopse: O filme investiga os desdobramentos do marco histórico de 1992, na República Dominicana, que instituiu o Dia da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha. A narrativa acompanha trajetórias que entrelaçam a criação da data a conquistas políticas e culturais na região, utilizando música e silêncios para demonstrar a potência das redes de mulheres negras.

Foto: Fydell Botti

“A Caminhada Sagrada de Tatatxi Ywarete” (2026)

Direção: Werá Djekupé

Exibição: 17/09, às 18h, Cine Cultural Liberty Mall

Sinopse: Tatatxi Ywarete, bisavó do diretor do filme, foi uma líder xamânica guarani que, guiada por um sonho, caminhou durante 35 anos em busca de um lugar para viver em paz com seu povo. Sua caminhada teve início nos anos 1940, na região das Missões Jesuíticas, no Rio Grande do Sul, e terminou no litoral de Aracruz (ES), onde hoje vivem seus descendentes. Entre memória familiar, espiritualidade e luta pelo território, o filme revela o legado de uma mulher cuja bravura continua a inspirar gerações.

“Pontos de Partida” (2026)

Direção: Silvio Tendler

Exibição: 18/09, às 18h, Cine Cultural Liberty Mall

Sinopse: Revisita a história e a importância social e cultural dos Pontos de Cultura no Brasil, política pública criada nos anos 2000 para democratizar o acesso aos recursos culturais. O documentário acompanha iniciativas que dão voz e protagonismo a comunidades periféricas, indígenas, quilombolas e ribeirinhas, mostrando como a arte e a educação podem transformar realidades. Ao retratar ações voltadas à preservação da memória, à geração de renda e à valorização das expressões populares, a obra também destaca o legado do conceito de Cultura Viva. Produção póstuma de Silvio Tendler, finalizada por Claudio Kahns, o filme celebra a diversidade cultural brasileira e sua força transformadora.

“Verão da Lata” (2025)

Direção: Santiago Dellape

Exibição: 19/09, às 20h30, Cine Brasília

Sinopse: Acompanha o caso que chocou o Rio de Janeiro em 1987. Os policiais Brasa (Babu Santana) e Sandra (Samantha Schmütz) possuem personalidades extremamente opostas, mas terão que se unir no maior caso de suas vidas: uma ameaça vinda do mar. Na história, milhares de latas cheias de maconha surgem nas margens das praias brasileiras, prestes a transformar o país em um completo caos.

Foto: Luciana Melo

As obras representam recortes distintos do cinema brasileiro contemporâneo, passando por narrativas de ficção, documentários e produções que discutem identidade racial, memória indígena e trajetórias periféricas. Vale lembrar que a lista acima é apenas um recorte: o festival exibe um número muito maior de trabalhos. Confira a programação completa no site oficial do evento.



Por Midia Ninja

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