A cantora e compositora cearense Vannick Belchior lança no dia 04 de setembro o seu mais novo álbum, Meu Nome é Cem – Parte 1. O projeto celebra o ano em que seu pai, o lendário poeta e compositor Belchior, completaria 80 anos de nascimento. Com curadoria de repertório conduzida pela própria artista, o disco de seis faixas investiga as feridas latentes da sociedade brasileira a partir de uma interpretação contemporânea e visceral.
Ouça Meu Nome é Cem – Parte 1:
https://go.nikita.com.br/MeuNomeECem_VannickBelchior-1
Nascida em Fortaleza, Vannick traz no DNA a garra nordestina e atua como uma verdadeira guardiã e continuadora da obra de seu pai, tendo liderado anteriormente os elogiados projetos tributo Das Coisas que Aprendi nos Discos e Concerto à Palo Seco. Curiosamente, a intérprete iniciou sua caminhada nos palcos aos 24 anos — exatamente a mesma idade com que Belchior estreou na música. Reafirmando sua voz como uma das artistas mais autênticas da nova música brasileira, o novo trabalho marca um momento de maturidade, liberdade poética e coragem em sua trajetória autoral e interpretativa.
O álbum equilibra o resgate histórico com encontros geracionais marcantes em duas colaborações de peso. Para interpretar “Tudo Outra Vez”, canção marcada pelo saudosismo do sertão, Vannick convidou Renato Teixeira, amigo pessoal e parceiro de palco de Belchior.
“Pensei no Renato por ele ser um contemporâneo do meu pai e um compositor de alma. A música ‘Tudo Outra Vez’ conversa com a simplicidade humana e com uma poesia rebuscada, algo que se conecta muito com a obra do meu pai. O Renato me contou histórias lindas dessa amizade e traz a essência de eternizar ainda mais essa canção”, revela Vannick.

Já na subversiva “Meu Cordial Brasileiro”, a artista une forças com o rapper fortalezense Don L para denunciar os problemas sociais cíclicos, as aparências e o poder na sociedade brasileira. A parceria reforça a força da música cearense e traz o olhar crítico da nova geração:
“Quando penso em denúncia e genialidade atual, penso no Don L. Ele é da minha cidade e tem um posicionamento político e musical fortíssimo. ‘Meu Cordial Brasileiro’ faz essa crítica ao poder amargoso sobre o cidadão comum, e o Don trouxe essa perspectiva moderna que dialoga diretamente com o meu tempo e a minha liberdade poética”, ela completa.

O álbum expande o universo apresentado na faixa-título “Meu Nome É Cem”, gravada ao lado do lendário produtor Rick Ferreira, que utiliza a metáfora do cidadão invisibilizado e a narrativa do artista circense para abordar a precariedade da arte no Brasil.
Assista a “Carisma”:
Com seis faixas e arte da capa do artista pernambucano Assis Raoni, o álbum Meu Nome é Cem – Parte 1 está disponível em todas as plataformas de música digital.

Tracklist:
Notícia de Terra Civilizada
Tudo outra vez (feat. Renato Teixeira)
Conheço meu lugar
Meu Cordial Brasileiro (feat. Don L)
Monólogo das grandezas do Brasil
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