Sob uma chuva persistente, milhares de pessoas se mobilizaram nesta quinta-feira em frente ao Congresso argentino para rejeitar o projeto de “Inviolabilidade da Propriedade Privada”, impulsionado pelo governo de Javier Milei. A jornada foi marcada pela repressão policial contra os manifestantes.
Organizações sociais denunciaram que as forças de segurança avançaram sobre a concentração enquanto o protesto acontecia de forma pacífica nos arredores do Congresso.
Com a defesa da soberania como eixo e sob o lema “A pátria não se vende, não se queima nem se desaloja”, organizações sociais e ambientais, sindicatos, entidades da sociedade civil e setores do peronismo e da esquerda se uniram nas ruas, enquanto, dentro do Senado, era debatida a iniciativa do Governo.



O projeto promove uma série de mudanças sobre o território e a propriedade na Argentina. Entre os pontos mais questionados estão a flexibilização da Lei de Manejo do Fogo, que reduz restrições para alterar o uso de áreas atingidas por incêndios; mudanças no regime de desapropriações; e mecanismos que facilitam despejos. O Governo também pretendia flexibilizar os limites para a compra de terras rurais por capital estrangeiro, mas teve que retirar esse capítulo diante da falta de votos e da forte pressão social.
A mobilização em Buenos Aires teve repercussão em diferentes pontos da Argentina, onde foram realizadas centenas de concentrações e ações de protesto para rejeitar as reformas e defender a terra, os bens comuns e a soberania nacional.
