Brasil fecha Mundial de Esgrima com campanha histórica

Portal Inhaí
4 Min Read


Por Renan Paiva

A campanha brasileira no Campeonato Mundial de Esgrima, em Hong Kong, chegou ao fim na última quinta-feira (30), com a disputa por equipes do sabre masculino. Mas o saldo dos nove dias de competição vai bem além do último dia de pista: o Brasil volta para casa com feitos inéditos na bagagem.

O florete masculino fez história

O principal capítulo da campanha brasileira foi escrito no florete masculino. Pela primeira vez, o país classificou três atletas da mesma categoria para a chave principal de um Campeonato Mundial. Guilherme Toldo, Pedro Marostega e Dominic de Almeida alcançaram o quadro principal juntos.

Toldo foi o que chegou mais longe. O gaúcho abriu a competição com uma fase inicial perfeita: cinco vitórias em cinco confrontos, e garantiu vaga direta no quadro de 64. Nas eliminatórias, venceu o belga Stef van Campenhout por 15 a 8 e o uzbeque Daniil Kravtsov por 15 a 11. Nas oitavas, atropelou o alemão Bastian Kappus: 15 a 3.

A caminhada parou nas quartas de final, diante do húngaro Daniel Dósa, por 15 a 10, e ficou com o sétimo lugar. Foi a melhor campanha de Toldo em Mundiais e, segundo a Confederação Brasileira de Esgrima (CBE), iguala uma das melhores campanhas brasileiras na história da competição.

Dominic de Almeida terminou em 57º e Pedro Marostega na 59ª posição.

Bia Bulcão entre as 64 melhores do mundo

Beatriz Bulcão no Campeonato Mundial de Esgrima (Foto: Bizzi Team)

No florete feminino, Ana Beatriz Bulcão venceu dois confrontos na fase eliminatória e garantiu vaga na chave principal do Mundial. Enfrentou a japonesa Komaki Kikuchi, uma das principais atletas do circuito, e foi superada por 15 a 6, encerrando a competição em 57º entre 132 atletas. O ouro da prova ficou com a italiana Martina Favaretto.

As equipes em pista

Na competição por equipes, o florete masculino foi o destaque. A equipe formada por Toldo, Marostega, Dominic e Lorenzo Mion protagonizou uma virada emocionante sobre a Grã-Bretanha no quadro de 32: 45 a 41. Nas oitavas, o adversário foi a Itália, que conquistou o título nesta edição. Na disputa por colocação, o Brasil ainda derrotou a Espanha e fechou o Mundial em 14º entre 35 países.

A espada masculina, com Alexandre Camargo, Nicolas Deguchi, Richard Grunhauser e Leandro Seini, estreou com vitória sobre o Quirguistão antes de cair diante da Hungria. Terminou em 26º entre 45 equipes.

Já o sabre masculino, com Bruno Pekelman, Marcus Pinto, Vince Liu e Renato Saliba, encarou os Estados Unidos logo na estreia e perdeu por 45 a 30, ficando em 27º entre 35 seleções. O título foi para a França, seguida por Coreia do Sul e Romênia.

Um Mundial para guardar

Somados, os resultados colocam Hong Kong 2026 entre os Campeonatos Mundiais mais marcantes da história recente da esgrima brasileira. O inédito no florete masculino, a presença de Bia Bulcão na chave principal e a competitividade das equipes contra tradicionais potências da modalidade compõem uma campanha que a CBE avalia como “base sólida para os próximos desafios internacionais”.



Por Midia Ninja

Share This Article
Nenhum comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *