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O ano de 2026 tem sido marcado por alertas e ocorrências atípicas no Sul do Piauí. Boletim apresentado pela Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) e pela Defesa Civil Estadual aponta que, entre fevereiro e março deste ano, a região entrou na rota de risco para a ocorrência de desastres.
O diretor de Mitigação da Defesa Civil Estadual, Werton Costa, afirma que os eventos de enxurradas, alagamentos e inundações foram atípicos e evidenciaram a fragilidade dos municípios.
“Essas condições, elas foram reveladoras da fragilidade dos municípios. Isso demonstra para nós que fazemos a Defesa Civil a necessidade de investir mais porque nós tivemos muitos episódios de enxurrada, alagamento, inundação, e em todas elas, impacto à produção agrícola. A gente teve, por exemplo, há pouco tempo antes do período chuvoso, a gente estava padecendo com seca, e de repente a gente via plantações alagadas, submersas, rompimento de rodovias, pontes, ou seja, infraestrutura impactada. Então, nós tivemos um conjunto de situações de risco que ocorreram em um curto intervalo de tempo, demonstrando que o gatilho alimentador dessas condições de risco eram as mudanças climáticas. De tal forma que isso apareceu no alerta, apareceram nos relatórios, demonstrando que nós temos que ter uma atenção com áreas que tradicionalmente não eram conhecidas como de risco”, explica.
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Entre os casos registrados no Sul do estado, também chama a atenção das autoridades a emissão de quatro alertas invasivos. O alerta invasivo é uma mensagem de emergência enviada diretamente para os celulares localizados em uma área de risco, interrompendo o uso do aparelho para chamar imediatamente a atenção da população.
Esses alertas também exibem uma janela com informações sobre o risco e orientações de evacuação, indicando que a população busque um local seguro.
“O invasivo é aquele alerta que nós temos uma condição de risco elevado, que pode promover uma lesão ao patrimônio, uma lesão à segurança das pessoas. Nós acionamos esse alerta quatro vezes em situações muito emblemáticas, que envolveram risco de colapso de barragem, que envolveram acidente com cargas perigosas. Então, em uma delas, com o impacto direto sobre a segurança e a vida das pessoas, na outra, como a caracterização de um impacto ambiental brutal, que foi o caso de Bertolínia, com carga de agro defensivos. Então, nessas situações, esse tipo de alerta foi vital para evitar que as pessoas ficassem expostas a uma situação de risco grave”, detalha.
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Segundo semestre acende alerta para queimadas
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Depois de superadas as condições atípicas registradas no primeiro semestre, o Sul do estado volta a atenção para um cenário recorrente. Com a chegada do período mais quente, o segundo semestre será de alerta para seca extrema e queimadas.
A situação já vem sendo monitorada pelo poder público, que reforça a atuação do Corpo de Bombeiros no interior do estado e intensifica ações de conscientização junto à população.
“A gente muda o foco da chuva e o nosso foco passa a ser as condições derivadas do período seco. Então, a gente tem uma preocupação muito grande com o fogo. Por que essa preocupação? Porque o fogo, ele ameaça ativos ambientais, ele ameaça ativos econômicos, e ele é uma ameaça brutal à qualidade de vida das pessoas. Então a gente trabalha em sinergia com a Semarh e o Corpo de Bombeiros para que essa informação, no caso o alerta, chegue à população no tempo hábil para conduta protetiva, ou seja, evacuação, evitar, né, aquela conduta vedada de fogo. Então, a gente vai gerenciar muito essa informação de forma que a gente consiga reduzir os indicadores das estatísticas de fogo”, comenta.
