Awurê lança versão ao vivo de “Padê Onã” pelo selo Fundisom

Portal Inhaí
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A canção Padê Onã, de Douglas Germano, acaba de ganhar uma versão ao vivo do grupo Awurê. Gravada em show na Fundição Progresso, na Lapa, Rio de Janeiro, a música se firma como uma saudação ao orixá Exu, ecoando ancestralidade, espiritualidade e a força do canto afro-brasileiro.

Além da potência do registro ao vivo e da energia do público, a canção ganha a interpretação emocionante de Fabíola Machado e Arifan Júnior, vocalistas do Awurê, acompanhados pelo grupo, que tem na mistura de ritmos e nas influências do candomblé uma de suas marcas mais fortes.

“Com as bênçãos de Exu, aquele que vem primeiro, neste primeiro trabalho saudando o mensageiro, é misto de honra e emoção. Saudemos também a genialidade de Kiko Dinucci nesta linda composição. Aláfia! Laroyê, e caminhos abertos!”, celebra Arifan. “É nosso primeiro lançamento ao vivo e fazer isso na Fundição é muito especial”, completa Fabíola.

Com versões já gravadas por Criolo e Kiko Dinucci, a faixa funciona como uma saudação em versos como: “Laroyê Bará / Abra o caminho dos passos / Abra o caminho do olhar / Abra caminho tranquilo para eu passar”. A letra traz elementos recorrentes das religiões de matriz africana que, somados à percussão vibrante do grupo, criam uma atmosfera ritualística.

O termo iorubá Awuré remete ao desejo de boa sorte, bênçãos e prosperidade. Formado pela pluralidade de estilos musicais, como samba, ijexá, jongo, samba de roda e toques de candomblé, o Awurê nasceu em janeiro de 2018, em Madureira, a partir de um encontro despretensioso entre amigos músicos de diferentes influências.

Em 2023, o grupo foi declarado Patrimônio Imaterial do Estado do Rio de Janeiro por promover a cultura negra na cidade e combater a intolerância religiosa por meio da arte. Desde sua criação, além da roda de samba mensal no Quintal de Madureira, o Awurê já se apresentou em diversos espaços, incluindo diferentes shows na Fundição Progresso.

A faixa integra o projeto Ao Vivo na Fundição, do selo Fundisom, com distribuição da Altafonte. “Nosso objetivo é gerar uma memória sonora cultural a partir dos registros de shows que passam pela arena”, explica Cris Nogueira, diretora criativa do selo e curadora do projeto, que já contou com a participação de Alceu Valença, com a faixa inédita Turnê Nordestina, além de uma versão de Lucro, Descomprimido, com o Monobloco, entre outras gravações.

Sobre o selo Fundisom

Fundado em 2022 em parceria com a Fundição Progresso, uma das principais casas de espetáculo do país, o selo Fundisom atua no registro ao vivo de shows e na preservação da memória musical da casa, além de desenvolver projetos especiais e acompanhar novidades no cenário artístico do Rio de Janeiro. O selo conta com um estúdio de gravação em sua sede e atua em produção fonográfica, audiovisual, comunicação, marketing e merchandising, além de possibilitar programação nos palcos e espaços da Fundição.

Ficha técnica:

Padê Onã (Ao Vivo na Fundição Progresso) AWURÊ e Fundição Progresso

Composição: Douglas Germano

Intérpretes: Fabíola Machado e Arifan Júnior

Músicos: Lúcio Rodrigues — violão de 7 cordas

Daniel Delavusca — cavaquinho

Kátia Preta — trompete

Romulo Frazão — flauta e saxofone

Paula Pardón — contrabaixo

Júnior Crispin — percussão

André Souza — percussão

João Macumba — percussão

Produção técnica:

Direção Musical — Daniel Delavusca

Captação — João Pedro Zanon

Mixagem — João Gambier

Masterização — Roberto Junior



Por Midia Ninja

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