Conheça os jogadores mais velhos que disputam a Copa de 2026

Portal Inhaí
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Por Fabiana Sabino – Cobertura Colaborativa Ninja Esporte Clube

A Copa do Mundo costuma revelar novos talentos, mas em 2026 também será marcada por jogadores que já atravessaram gerações no futebol. Em um Mundial com 48 seleções, disputado nos Estados Unidos, México e Canadá, alguns veteranos chegam ao torneio com 40 anos ou mais, provando que experiência ainda tem muito peso dentro de campo.

São goleiros, atacantes e meio-campistas que já viveram grandes jogos, enfrentaram lesões, mudanças no futebol e a pressão de continuar competindo em alto nível. Para muitos deles, essa pode ser a última Copa. Para os torcedores, é a chance de ver nomes históricos em mais um capítulo no maior palco do futebol.

Craig Gordon, Escócia, 43 anos

Foto: Bryan Berlin/Wikimedia Commons

O goleiro escocês Craig Gordon chega como o jogador mais velho da Copa de 2026. Aos 43 anos, ele representa a força dos goleiros veteranos, que compensam a perda natural de explosão com leitura de jogo, posicionamento e experiência.

Sua presença no Mundial também simboliza resistência. Gordon teve uma carreira marcada por altos e baixos, mas segue competindo em alto nível e defendendo a seleção escocesa em um dos momentos mais importantes do futebol mundial.

Cristiano Ronaldo, Portugal, 41 anos

Foto: Hossein Zohrevand/Tasnim News Agency, via Wikimedia Commons

Cristiano Ronaldo disputará mais uma Copa do Mundo aos 41 anos. O português chega ao torneio como um dos maiores nomes da história do futebol e ainda busca o título mundial, o único grande troféu que falta em sua carreira.

Ronaldo mudou ao longo dos anos. Já não é o jogador de arrancadas constantes do início da carreira, mas segue perigoso dentro da área, decisivo e competitivo. Sua presença na Copa de 2026 carrega um peso simbólico: é um dos maiores atletas da história tentando vencer também a passagem do tempo.

Guillermo Ochoa, México, 40 anos

Foto: Кирилл Венедиктов/Soccer.ru, via Wikimedia Commons

Guillermo Ochoa virou um personagem clássico das Copas do Mundo. O goleiro mexicano ficou conhecido por grandes atuações em Mundiais anteriores e, aos 40 anos, volta a defender o México em uma edição especial, já que o país será uma das sedes do torneio.

Para a torcida mexicana, Ochoa é mais do que um goleiro experiente. É uma figura de identificação, memória e confiança. Em jogos de Copa, onde cada detalhe pesa, esse tipo de liderança pode fazer diferença.

Luka Modrić, Croácia, 40 anos

Foto: Reprodução/Instagram/@lukamodric10

Luka Modrić chega aos 40 anos ainda como uma das grandes referências da Croácia. O meio-campista construiu sua carreira com inteligência, controle de jogo e uma capacidade rara de organizar o meio-campo.

Modrić nunca dependeu apenas da força física. Seu futebol sempre passou pela leitura dos espaços, pelo passe certo e pelo ritmo da partida. Por isso, mesmo veterano, ainda é um jogador capaz de influenciar uma Copa do Mundo.

Edin Džeko, Bósnia e Herzegovina, 40 anos 

Foto: Reprodução/Instagram/@edindzeko

Edin Džeko é um dos grandes centroavantes de sua geração. Aos 40 anos, o atacante da Bósnia e Herzegovina chega ao Mundial como referência ofensiva e liderança para sua seleção.

Sua força está na presença de área, na experiência e na capacidade de decidir com poucas chances. Em uma Copa, esse tipo de jogador pode ser decisivo, especialmente em partidas equilibradas.

Manuel Neuer, Alemanha, 40 anos 

Foto: Granada, via Wikimedia Commons

Manuel Neuer chega aos 40 anos como um dos goleiros mais importantes da história recente do futebol. Campeão mundial em 2014, ele ajudou a mudar a forma como a posição é vista, atuando não só como goleiro, mas também como peça importante na saída de bola.

Mesmo depois de lesões e dúvidas sobre seu futuro na seleção, Neuer segue como um nome de peso. Sua experiência pode ser fundamental para uma Alemanha que sempre entra pressionada por grandes campanhas.

Fernando Muslera, Uruguai, 40 anos 

Foto: Анна Нэсси/Soccer.ru, via Wikimedia Commons.

Fernando Muslera é um símbolo de continuidade no futebol uruguaio. Aos 40 anos, o goleiro carrega a experiência de quem viveu grandes competições com uma das camisas mais tradicionais do mundo.

Em Copas, goleiros experientes costumam crescer. Muslera conhece esse ambiente, sabe lidar com pressão e entende o peso de cada jogo eliminatório. Sua presença reforça a mistura de tradição e competitividade que marca o Uruguai.

Vozinha, Cabo Verde, 40 anos

Foto: Divulgação/FIFA

Vozinha é uma das histórias mais especiais entre os veteranos da Copa. Aos 40 anos, o goleiro de Cabo Verde chega ao Mundial em um momento histórico para seu país.

Sua presença mostra que a Copa não é feita apenas pelos grandes astros das seleções tradicionais. Também é feita por jogadores que carregam trajetórias menos midiáticas, mas igualmente fortes. Para Cabo Verde, Vozinha representa experiência, liderança e orgulho nacional.

A experiência também joga

A presença desses veteranos mostra como o futebol mudou. Hoje, com melhores métodos de preparação, recuperação e cuidado físico, jogadores conseguem prolongar suas carreiras por mais tempo. Mas não basta apenas cuidar do corpo. É preciso se adaptar.

Cristiano Ronaldo mudou seu jeito de jogar. Modrić segue usando inteligência para controlar partidas. Neuer, Ochoa, Gordon, Muslera e Vozinha mostram a força dos goleiros experientes. Džeko prova que o faro de gol não envelhece tão rápido.

A Copa de 2026 terá novos talentos, novas seleções e novas histórias. Mas também será uma Copa de despedidas, reencontros e resistência. No futebol, juventude impressiona, mas a experiência também decide.



Por Midia Ninja

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