
A expressão “febre interna” é bastante comum no dia a dia, principalmente quando alguém sente o corpo quente, mal-estar ou calafrios, mas o termômetro não indica aumento da temperatura.
Mas afinal, “febre interna” existe mesmo ou é apenas uma percepção do corpo? Entender esse conceito é essencial para saber quando é algo simples ou quando pode indicar um problema de saúde que merece atenção.
O que é a febre interna e ela existe?
Apesar de muito falada, a “febre interna” não é considerada um diagnóstico médico formal. O termo é usado popularmente para descrever a sensação de febre sem que haja, de fato, aumento da temperatura corporal medido por termômetro.
Ou seja, a pessoa pode estar com a temperatura normal, mas sentir sintomas como:
sensação de calor no corpo;
rosto avermelhado;
calafrios;
cansaço;
dor de cabeça;
mal-estar geral.
Isso não significa que os sintomas devem ser ignorados, porque a “febre interna” pode estar relacionada a alterações no organismo que merecem atenção, como infecções iniciais, estresse ou até alterações hormonais.
Eliane Messias Rodrigues, farmacêutica responsável Drogal, aponta que a sensação pode ser confundida com o início de quadros gripais, o que reforça a importância de observar outros sinais do corpo.
O que causa esse tipo de condição?
A “febre interna” pode ter diferentes causas, variando de situações simples até condições que exigem acompanhamento médico. Entre os principais fatores associados estão:
início de infecções virais;
alterações hormonais;
desidratação;
cansaço excessivo.
Eliane também confirma que o corpo pode reagir a fatores emocionais, como ansiedade e estresse, o que causa sintomas físicos semelhantes aos de febre.
Febre interna existe? Saiba o que é e como tratar
Crédito: Divulgação
Febre interna em bebês
Quando se trata de bebês, a atenção precisa ser redobrada. A “febre interna” pode gerar ainda mais preocupação nos pais, principalmente pela dificuldade de identificar o que a criança está sentindo.
Bebês podem apresentar sinais como:
irritação;
choro frequente;
corpo mais quente ao toque;
dificuldade para dormir.
Mesmo assim, é fundamental medir a temperatura com termômetro para confirmar se há febre de fato.
Caso haja de fato a elevação da temperatura do corpo, o uso de medicamentos pode ser indicado, sempre com orientação médica. O paracetamol para bebê, por exemplo, é um dos mais utilizados.
De acordo com a bula aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), o paracetamol serve para controle da febre e dores leves a moderadas.
Outro medicamento bastante conhecido é o ibuprofeno, que também pode ser utilizado como antitérmico em algumas situações, ajudando a reduzir a febre e inflamações.
No entanto, o uso de qualquer remédio em bebês deve ser feito somente com orientação de um profissional de saúde.
Quando procurar um médico?
Na maioria dos casos, a “febre interna” está relacionada a situações leves e passageiras. No entanto, existem sinais de alerta que indicam a necessidade de procurar um médico.
Fique atento quando houver:
febre confirmada acima de 38°C;
sintomas persistentes por mais de 2 dias;
dificuldade para respirar;
dor intensa;
piora do estado geral.
O uso de um antitérmico pode ajudar a controlar a febre quando ela é confirmada, mas não deve ser utilizada sem necessidade ou sem orientação adequada.
Saiba mais
Intoxicação alimentar dá febre? Veja a relação e possíveis tratamentos
Eliane Messias Rodrigues, farmacêutica responsável Drogal. CRF/SP 43.895
Por G1
Febre interna existe? Saiba o que é e como tratar
Nenhum comentário
