
TV estatal da China cria vídeo de IA sobre a guerra entre EUA e Irã
A China apelou para um vídeo feito com inteligência artificial para explicar a guerra entre os Estados Unidos e o Irã em sua TV estatal.
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Nas imagens, que viralizaram nas redes sociais pelo mundo todo, o presidente norte-americano, Donald Trump, é retratado como uma águia, animal que é símbolo dos EUA.
Já os iranianos são representados por gatos, uma referência ao fato dos persas serem a etnia predominante no país.
EUA e Irã representados em vídeo de IA da China
Reprodução
O vídeo mostra Trump ordenando a morte do ex-líder supremo do Irã, Ali Khamenei; a promessa de vingança de seu sucessor; o ataque à escola de meninas que matou várias pessoas no 1º dia de guerra; e o fechamento do Estreito de Ormuz, entre outros fatos.
Após mais de 5 minutos, ele se encerra mostrando os outros animais, que seriam os demais países do mundo, distantes do conflito em uma caminhada pelo deserto, já que o estreito estava fechado, buscando “novos aliados e novos caminhos”.
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Os governos dos EUA e do Irã também têm feito uso de inteligência artificial, cultura pop e símbolos emocionais como propaganda de guerra para influenciar a opinião pública.
No dia 4 de março, o governo norte-americano “gamificou” o conflito em uma montagem mostrando bombardeios no Irã. A montagem começa com imagens de um videogame na qual um soldado ativa um ataque aéreo em um tablet e em seguida aparecem vários clipes de bombardeios.
A cada novo alvo atingido, um sinal de “+100” aparece na tela, igual à pontuação atribuída a mortes no jogo de videogame chamado “Call of Duty”. Ao longo do vídeo, é possível ouvir ao fundo uma música “hypada” tocando e frases retiradas do jogo de tiro, como “estamos vencendo esta guerra” e “tomamos o controle”.
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Outro recurso utilizado nas publicações americanas é o uso de personagens populares do cinema e da televisão para promover as operações militares.
Montagens divulgadas nas redes já incluíram figuras como o Homem de Ferro, Walter White da série “Breaking Bad” e até o personagem infantil Bob Esponja, que aparece perguntando: “Quer me ver fazer de novo?”, antes de aparecer uma imagem do ataque.
Os vídeos costumam ser editados com músicas de bandas de rock e trilhas de ação, criando um clima de “trailer de blockbuster” para as imagens. As publicações recebem elogios de apoiadores do presidente Trump, mas também críticas.
Irã e Estados Unidos usam referências pop em provocações nas redes sociais
O Irã também apostou em conteúdos digitais sofisticados para atacar a imagem dos Estados Unidos, em resposta à estratégia americana. Uma das campanhas usa inteligência artificial para parodiar o filme “Divertidamente”.
O vídeo foca no bombardeio à escola em Minab, no sul do Irã, que deixou mais de 150 mortos, a maioria crianças. Nele, versões “malignas” das emoções aparecem dentro da mente do presidente Donald Trump, incentivando decisões agressivas e mentiras em coletivas de imprensa.
A animação também faz referência ao escândalo envolvendo o financista Jeffrey Epstein, numa tentativa de associar o líder americano a controvérsias e enfraquecer sua credibilidade.
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Outra produção divulgada por canais ligados a Teerã utiliza animações inspiradas nos brinquedos da Lego.
No vídeo, personagens em formato de blocos representam líderes e militares dos dois lados. A narrativa costuma mostrar o Irã como vencedor em confrontos contra Estados Unidos e Israel.
Irã cria animação em estilo Lego para atacar EUA e Israel
G1
Com uso de IA, China faz propaganda de guerra e retrata sua versão entre EUA x Irã; VÍDEO
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