ABRAI DENUNCIA ATAQUES E REAFIRMA LEGITIMIDADE NA DEFESA DOS DIREITOS DAS PESSOAS INTERSEXO

Ghe Santos
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A ABRAI – Associação Brasileira Intersexo divulgou uma nota pública denunciando uma série de ataques, tentativas de deslegitimação e ações coordenadas que, segundo a entidade, vêm sendo praticadas desde antes de sua formalização jurídica.

De acordo com a associação, os episódios incluem tentativas de interferência institucional ainda no processo de criação da entidade, com a inserção indevida de pessoas que não representariam legitimamente a comunidade intersexo. A ação teria como objetivo comprometer a autonomia e a representatividade da organização.

ATAQUES, INVASÕES E DESINFORMAÇÃO

Após sua formalização em 2020, a ABRAI afirma que passou a enfrentar novas ofensivas, incluindo:

  • campanhas de desinformação e difamação pública
  • invasões a sistemas e equipamentos informáticos
  • roubo de dados institucionais
  • apropriação indevida de projetos e propostas

Segundo a entidade, os ataques partem de indivíduos infiltrados em espaços do ativismo social, inclusive em segmentos ligados a movimentos intersexo e trans.

MEDIDAS LEGAIS E INVESTIGAÇÕES

Diante da gravidade das denúncias, a associação informou que adotou medidas legais, incluindo:

  • registro de ocorrências junto às autoridades competentes
  • realização de perícias técnicas
  • abertura de processos judiciais

A ABRAI afirma que as investigações já identificaram responsáveis pelos crimes, e que os casos seguem em tramitação nas instâncias judiciais.

AMEAÇAS E TENTATIVAS DE DESLEGITIMAÇÃO

A nota também denuncia ameaças direcionadas à presidência e à vice-presidência da entidade, incluindo riscos à integridade física e à segurança de familiares.

Mesmo com o cenário, a organização aponta que novas tentativas de descredibilização seguem ocorrendo, por meio da manipulação de informações e articulação de terceiros.

TRAJETÓRIA E INCIDÊNCIA POLÍTICA

A ABRAI destaca que sua atuação tem contribuído para avanços importantes no debate público e institucional no Brasil, como:

  • a possibilidade de registro civil de bebês intersexo
  • o debate sobre o adiamento de cirurgias irreversíveis na infância

Essas pautas, segundo a entidade, são resultado de anos de incidência política e articulação junto a órgãos de direitos humanos.

POSICIONAMENTO

Na nota, a associação reafirma:

  • sua legitimidade como organização da sociedade civil
  • o compromisso com a ética, transparência e direitos humanos
  • a continuidade da atuação na defesa da população intersexo

A entidade encerra o posicionamento reforçando que não recuará diante das tentativas de intimidação.

LEIA INTEGRA DA NOTA

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