O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) criticou a TV Globo após a emissora utilizar um drone para registrar sua visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo ele, o equipamento sobrevoou uma área privada sem autorização, caracterizando o que chamou de grave violação de privacidade.
Nikolas afirmou que a gravação ultrapassa limites éticos do jornalismo e que a emissora agiu de maneira incompatível com padrões de cobertura responsáveis
Acusações de violação de privacidade
O parlamentar afirmou ter recebido “com espanto” a atitude da emissora e classificou o uso do drone como uma tentativa de registrar imagens de forma clandestina. Para ele, a Globo não tinha autorização para filmar a casa de Bolsonaro, e o ato representaria uma invasão de um espaço privado onde estavam um ex-presidente e um deputado federal.
Nikolas também ironizou a cobertura da emissora, dizendo que ela precisaria construir uma narrativa “mais convincente” para justificar a filmagem. Outros aliados, como o deputado Carlos Jordy, reforçaram a crítica e classificaram o episódio como perseguição política.

Debate sobre possível descumprimento judicial
Paralelamente, o uso do celular por Nikolas durante a visita a Bolsonaro passou a ser questionado, levando a deputada Erika Hilton a apresentar uma notícia-crime no Supremo Tribunal Federal. Ela argumenta que a atitude poderia representar descumprimento de ordem judicial.
Nikolas, porém, negou qualquer irregularidade. Ele disse que não recebeu comunicação oficial que proibisse o uso de celular no encontro e afirmou que, sem essa notificação, não há como configurar descumprimento de decisão judicial. Reforçou ainda que jamais teve intenção de violar determinações do Judiciário.
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