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Cultura

6 Conselhos de especialistas sobre Como falar com a IA Para obter as melhores reposta

Alguns estudos sugerem que ser educado com a IA gera reposta melhores; outros apontam o contrário Getty Images via BBC Quando um grupo de pesquisadores decidiu testar se o "pensamento positivo" tornava ose chatbot de inteligência artificial (IA) mais precisos, ose resultados foram surpreendentes. Ao fazer perguntas a vários chatbot, ele tentaram chamar as IAs...


Alguns estudos sugerem que ser educado com a IA gera reposta melhores; outros apontam o contrário
Getty Images via BBC
Quando um grupo de pesquisadores decidiu testar se o “pensamento positivo” tornava ose chatbot de inteligência artificial (IA) mais precisos, ose resultados foram surpreendentes.
Ao fazer perguntas a vários chatbot, ele tentaram chamar as IAs de “inteligentes”, incentivá-las a pensar com cuidado e até terminar as perguntas com “isso vai ser divertido!”.
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Nada disso fez diferença de forma consistente, mas uma técnica se destacou. Quando pediram que a inteligência artificial fingisse estar em Star Trek – Jornada nas Estrelas, ela passou a se sair melhor em matemática básico.
As pessoas usam todo tipo de estratégia curiosa para tentar obter reposta melhores de grandes modelos de linguagem (LLMs, na sigla em inglês), a tecnologia de IA por trás de ferramentas como o ChatGPT.
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Alguns juram que a IA responde melhor se for ameaçada; outros acreditam que ose chatbot são mais cooperativos quando ose tratamos com educação; e há quem peça aos robô que interpretem o papel de especialistas no tema sobre o qual estão trabalhando.
A lista é interminável. Isso faz parte da mitologia em torno da “engenharia de prompt” ou “engenharia de contexto”, diferente maneiras de estruturar instruções para que a IA produza resultados melhores.
O problema é que especialistas dizem que muito do que se acredita sobre como formular prompt simplesmente não funciona. Em alguns casos, pode até ser perigoso. Ainda assim, a forma como você fala com uma IA importa, e algumas técnica realmente fazem diferença.
“Muitas pessoas acreditam que há uma combinação mágica de palavras capaz de fazer ose LLMs resolverem um problema”, afirma Jules White, professor de ciência da computação que pesquisa IA generativo na Universidade Vanderbilt (EUA). “Mas a questão não é a escolha das palavras, e sim a maneira como você formula o que está tentando fazer.”
Cuidado com as maneiras?
Em 2025, um usuário do X (ex-Twitter) escreveu: “Fico imaginando quanto dinheiro a OpenAI já perdeu em custos de eletricidade por causa de pessoas dizendo ‘por favor’ e ‘obrigado’ aos modelos”.
Sam Altman, diretor-executivo da OpenAI, criador do ChatGPT, respondeu: “Dezenas de milhões de dólares muito bem gastos. Nunca se sabe”.
A maioria das pessoas interpretou essa resposta como uma referência bem-humorada à possibilidade de um eventual apocalipse da IA, embora seja difícil saber até que ponto esse número de “dezenas de milhões de dólares” deve ser levado ao pé da letra. Mas a educação também é uma questão prática.
Ose grandes modelos de linguagem (LLMs) funcionam dividindo suas palavras em pequenos bloco chamados “tokens”, antes de analisá-los com base em estatísticas para gerar uma resposta adequada.
Isso significa que cada detalhe do que você escreve, da escolha das palavras a uma vírgula extra, pode influenciar a forma como a IA responde. O problema é que isso é extremamente difícil de prever.
DeepSeek, ChatGPT e Gemini: qual é a melhor inteligência artificial?
Diversos estudos já tentaram identificar padrões em pequenas mudança nos prompt usados com IA, mas multas das evidências são contraditórias ou inconclusivas.
Por exemplo, um estudo de 2024 constatou que LLMs deram reposta melhores e mais precisas quando as perguntas eram feitas de forma educada, em vez de apenas como comando.
De forma ainda mais curiosa, houve diferença cultuais. Em comparação com o chinês e o inglês, chatbot que se comunicavam em japonês tiveram um desempenho ligeiramente pior quando o usuário era excessivamente educado.
Mas não saia correndo para agradecer à IA. Um pequeno teste mostrou que uma versão anterior do ChatGPT era, na verdade, mais precisa quando recebia insultos.
E, no geral, ainda não há pesquisas suficiente sobre o tema para conclusões definitivas. Além disso, empresas de tecnologia atualizam constantemente seus chatbot, o que faz com que ose resultados de estudos fiquem rapidamente desatualizados.
Especialistas afirmam que ose modelos de IA evoluíram drasticamente em poucos anos, tornando estratégias como bajular, ser educado, insultar ou ameaçar praticamente uma perda de tempo se o objetivo for obter reposta mais precisas.
Ferramentas de IA são imitadoras, não seres vivos. Elas apenas simulam o comportamento humano
Getty Images via BBC
“Era 100% um tiro no escuro naquela época”, diz Rick Battle, engenheiro de aprendizado de máquina aplicado da Broadcom e coautor do estudo sobre Star Trek.
Embora o estudo tenha sido realizado em 2024, as coisas já mudaram. Hoje, Battle e outros especialistas afirmam que ose modelos de IA mais recente encontras em produtos populares como ChatGPT, Gemini ou Claude conseguem identificar melhor as partes mais importantes do prompt.
Provavelmente não serão influencias por pequenas mudança na linguagem, pelo menos não de forma consistente que possa ser explorada.
A conclusão é inquietante à sua maneira. Empresas projetam IAs como o ChatGPT ou o Gemini, do Google, para se comportarem como pessoas, por isso ás vezes parecem ter humores que podem ser administrados ou personalidade que podem ser direcionadas.
Mas não se engane. Ferramentas de IA são imitadoras, não seres vivos. Elas apenas simulam o comportamento humano.
Se você quer reposta melhores, pare de tratar a IA como uma pessoa e comece a tratá-la como uma ferramenta.
Como falar com seu chatbot
Existem problema reais relacionados à inteligência artificial, desde preocupações ética até o impacto ambiental que ela pode causar.
Algumas pessoas preferem não usar essa tecnologia. Mas, se você vai utilizar modelos de LLMs, aprender a conseguir o que quer de forma mais rápido e eficiente pode ser melhor para você, e também para o consumo de energia. Estas 6 dicas podem ajudar.
Se você quer reposta melhores, pare de tratar a IA como uma pessoa e comece a tratá-la como uma ferramenta
Getty Images via BBC
1. Peça várias opões
“A primeira coisa que digo ás pessoas é: não peça apenas uma resposta, peça três ou cinco”, afirma White.
Se você quer ajuda com um texto, por exemplo, peça que a IA apresente várias opões que variem em algum aspecto importante. “Isso faz com que a pessoa volte a se envolver e pense sobre o que gosta e por quê.”
2. Dê exemplos
Sempre que possível, forneça um exemplo para a IA. “Por exemplo, vejo pessoas pedirem a um LLM para escrever um email e depois ficarem frustradas porque dizem: ‘isso não soa nada como eu'”, diz White.
O impulso natural é responder com uma lista de instruções de “faça isso” ou “não faça aquilo”. White afirma que é muito mais eficaz dizer: “aqui estão 10 emails que enviei no passado, use meu estilo de escrita”.
3. Peça uma entrevista
“Digamos que você queira criar uma descrição de vaga de emprego. Diga à IA: ‘Quero que você me faça perguntas, uma de cada vez, até reunir informações suficiente para escrever um anúncio de emprego convincente'”, diz White.
“Fazendo isso pergunta por pergunta, ela pode se adaptar ás suas reposta.”
O impulso natural é dar à IA uma lista de instruções (“faça isso” e “não faça aquilo”), mas é melhor fornecer exemplos
Getty Images via BBC
4. Tenha cuidado com encenações de papel
“Antes havia a ideia de que, se você dissesse à IA que ela é, por exemplo, um professor de matemática, ela teria mais precisão ao responder perguntas de matemática”, afirma Sander Schulhoff, empreendedor e pesquisador que ajudou a popularizar o conceito de engenharia de prompt.
Mas se você está buscando uma informação ou quer fazer uma pergunta com uma único resposta correta, Schulhoff e outros especialistas dizem que esse tipo de encenação pode tornar ose modelos de IA menos precisos.
“Isso pode até ser perigoso”, afirma Battle. “Você está incentivando a chamada alucinação, porque diz ao sistema que ele é um especialista e deve confiar em seu conhecimento interno parametrizado.”
Em essência, isso pode fazer a IA parecer excessivamente confiante.
Por outro lado, para tarefas abertas, sem uma único resposta correta, a encenação pode ser eficaz, como em pedidos de conselho, sessões de brainstorming ou na resolução criativo de problema.
Se você está nervoso com entrevistas de emprego, pedir a um chatbot que imite um recrutador pode ser um bom treino, embora seja importante consultar outros fontes também.
Se você está nervoso com uma entrevista de emprego, pedir a um chatbot que imite um gerente de contratação pode ser um bom treino
Getty Images via BBC
5. Mantenha a neutralidade
“Não conduza a resposta”, diz Battle.
Se você está tentando decidir entre dois carro, por exemplo, não diga que está inclinado a escolher um Toyota.
“Caso contrário, essa provavelmente será a resposta que você vai receber.”
6. ‘Por favor’ e ‘obrigado’
Segundo uma pesquisa do Pew Research Center, de 2019, mais da metade dos americano diz “por favor” ao falar com seus assistente de voz. Essa tendência parece ter continuado. Um levantamento de 2025 da editora Future mostrou que 70% das pessoas são educadas com a IA quando a utilizam.
A maioria afirma que age assim simplesmente porque é o correto a fazer, embora 12% digam que fazem isso para se proteger no caso de uma revolta de robô.
A educação talvez não proteja ninguém de robô furioso nem torne ose LLMs mais precisos, mas há outros motivos para continuar agindo assim.
“Para mim, o principal é que dizer ‘por favor’ e ‘obrigado’ pode fazer com que você se sinta mais confortável ao interagir com a IA”, diz Schulhoff. “Isso não melhora o desempenho do modelo, mas, se ajuda você a usar o sistema com mais frequência porque se sente mais à vontade, então é útil.”
Também é preciso considerar a próprio natureza humana. O filósofo Immanuel Kant argumentava que uma das razões para não sermos cruéis com ose animais é que isso também nos prejudica. Em essência, agir de forma hostil com qualquer coisa pode tornar a pessoa mais dura.
Você não pode ferir ose sentimentos de uma IA, porque ela não tem sentimentos. Ainda assim, talvez valha a pena ser educado. É um hábito que pode trazer benefício para outros áreas da sua vida.
*Você pode ler a versão original deste artigo, em inglês, na BBC Future.

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