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36º Cine Ceará reúne mais De 45 filmes em programação gratuita com produções brasileiras e ibero-americanas

Festival acontece de 7 a 13 de novembro, em Fortaleza, com mostras competitivas, exibições especiais, homenagens e debates; Kleber Mendonça Filho, Emilie Lesclaux, Isis Valverde e outras personalidades serão homenageadas O post 36º Cine Ceará reúne mais de 45 filmes em programação gratuita com produções brasileiras e ibero-americanas apareceu primeiro em Mídia NINJA.

Por Sé Souza

O Cine Ceará – Festival Ibero-Americano de Cinema realiza sua 36ª edição entre os dias 7 e 13 de novembro, em Fortaleza, com uma programação que reúne mais de 45 filmes, entre curtas e longas-metragens. Com o tema “Fortaleza, 300 anos de luz e cinema”, o evento celebra a produção audiovisual brasileira e ibero-americana por meio de mostras competitivas, sessões especiais, atividades formativas, debates e homenagens. Toda a programação presencial tem acesso gratuito.

Reconhecido como um dos festivais de cinema mais longevos do Brasil, o Cine Ceará ocupa principalmente dois importantes espaços culturais da capital cearense: o Cineteatro São Luiz e o Cinema do Dragão. Os debates com realizadores das mostras competitivas acontecem pela manhã no Hotel Sonata de Iracema. Além das atividades presenciais, uma seleção de filmes da Mostra Olhar do Ceará ficará disponível na plataforma Itaú Cultural Play, entre 7 e 21 de novembro.

A programação competitiva está dividida em três categorias. A Mostra Competitiva Ibero-Americana de Longa-Metragem reúne seis produções de países como Brasil, República Dominicana, Espanha, Equador, Chile, Alemanha e Peru. Já a Mostra Competitiva Brasileira de Curta-Metragem apresenta 13 filmes de diferentes regiões do país, contemplando produções da Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Paraíba e São Paulo. A terceira categoria é a Mostra Olhar do Ceará, dedicada ao audiovisual cearense, com 19 produções, sendo quatro longas e 15 curtas-metragens.

Entre os títulos selecionados para a competição ibero-americana estão “Terra Firme”, de Alexandre Vale, produção brasileira gravada no litoral cearense; “Sob o mesmo sol”, de Ulises Porra, coprodução entre República Dominicana e Espanha; “Nunkui”, de Verenice Benítez, realizada entre Equador, Chile e Alemanha; “Trapiá, um outro sertão”, documentário de Bertrand Lira sobre uma comunidade rural no interior da Paraíba; “Eu não morrerei de amor”, de Marta Matute, coprodução entre Espanha e Bélgica; e “Não há ida sem retorno”, do peruano Carlos Sánchez Giraldo.

“Terra Firme”, de Alexandre Vale. Foto: Divulgação

Na competição brasileira de curtas, a seleção reúne diferentes gêneros e perspectivas da produção independente nacional. Entre os filmes estão “Joqueta”, de Luciana Vieira; “Amargô”, de Giorgio Vinicius Casetta; “Redamar”, de Johnnathan Albano; “De barriga pra cima”, dirigido por Beatriz Lindenberg, Cintya Ferreira, Marcia Medeiros e Mariana de Lima; “O homem para o tempo”, de Heber Bezerra; “Lena”, de Lanna Carvalho; “Caso isolado”, de Jamila Facury e Edson Lemos Akatoy; e “Pão Doce”, de Wesley Gabriel Silva Santos.

A Mostra Olhar do Ceará, por sua vez, traça um panorama da produção audiovisual do estado, reunindo documentários, ficções e animações. Entre os longas selecionados estão “Douvina”, de Márcio Câmara; “O Cio da Terra”, de Rivelino Mourão; “Adulto/Homem”, de Pedro Diógenes; e “Pessoal do Ceará – Lado A Lado B”, de Nirton Venancio. A programação também inclui curtas como “Vejo você de repente”, de Aída da Costa; “Umbuzeiro”, de Emílio Ribeiro; “Deu Praia”, de Amanda Pontes; “Plano secreto de Alie”, de Lux Farr; “Sinal”, de Barbara Matias Kariri; e “Kaira e o temporal”, de Wagner Nogueira Mendes.

Além das competições, o festival promove cinco exibições especiais de produções brasileiras. A abertura, no dia 7, apresenta “Sul de Teerã”, curta documental de Kleber Mendonça Filho, realizado em parceria entre Brasil e Estados Unidos. No dia 9, o Cinema do Dragão recebe “Alucinação”, documentário de Marcos Caetano, Renato Terra e Leo Caetano. A programação especial segue no dia 11 com “O projeto”, de Sabrina Fidalgo e Yvan Rodic, e termina no dia 13 com “Viver é melhor que sonhar”, ficção dirigida por Eduardo Albergaria.

“Sul de Teerã”, de Kleber Mendonça Filho. Foto: Divulgação

As três mostras sociais também integram a programação, com sessões realizadas nas manhãs de 10 a 12 de novembro, no Cinema do Dragão. A iniciativa contempla diferentes públicos: estudantes de escolas públicas poderão assistir a “Chico Bento e a Goiabeira Maraviósa”, na mostra O Primeiro Filme a Gente Nunca Esquece; grupos de instituições voltadas à terceira idade participam da Mostra Melhor Idade, com a exibição de “O Auto da Compadecida 2”; e a Mostra Acessibilidade apresenta “A natureza das coisas invisíveis”, com recursos de acessibilidade para pessoas com deficiência.

O festival também presta homenagem a cinco personalidades que contribuem para diferentes áreas do cinema e da cultura. Na abertura, o diretor Kleber Mendonça Filho e a produtora Emilie Lesclaux recebem o Troféu Eusélio Oliveira. No dia 9, a homenagem será dedicada ao jornalista e crítico de cinema Luiz Carlos Merten. A atriz Isis Valverde será homenageada no dia 10, enquanto a senadora Luizianne Lins receberá a honraria na cerimônia de encerramento, em 13 de novembro.

Entre as atividades paralelas, o evento promove debates com realizadores após as sessões competitivas, aproximando cineastas e público. No dia 11, às 11h, o Hotel Sonata de Iracema recebe ainda o lançamento do livro “LUZ, CINEFILIA… Crítica! – Arqueologia e Memória do Crítico Linduarte Noronha, Jornal A União – Anos 1950–1960”, organizado pelo jornalista, documentarista e professor Lúcio Vilar e publicado pela Editora A União.

Fonte: Mídia Ninja.

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