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2º turno no DF: conheça As propostas de Celina e Grass Para enfrentar Desastres climáticos

Celina Leão (PP) e Leandro Grass (PT) TV Globo Celina Leão (PP) e Leandro Grass (PT) disputam o segundo turno das eleições para o governo do Distrito Federal. Nos planos de governo, os dois candidatos citam a necessidade de preparar o DF para eventos climáticos extremos, como alagamentos e queimadas. O g1 separou propostas presentes nos documentos, disponíveis no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). ✅ Clique aqui para seguir…

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Celina Leão (PP) e Leandro Grass (PT) — Foto: TV Globo

Celina Leão (PP) e Leandro Grass (PT) — Foto: TV Globo

Celina Leão (PP) e Leandro Grass (PT) disputam o segundo turno das eleições para o governo do Distrito Federal.

Nos planos de governo, os dois candidatos citam a necessidade de preparar o DF para eventos climáticos extremos, como alagamentos e queimadas. O g1 separou propostas presentes nos documentos, disponíveis no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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Segundo o Demonstrativo Social 2026, elaborado pela Secretaria de Segurança Pública (SSP), 23 localidades do DF sofrem com riscos de enxurradas, alagamentos, erosão e outros fenômenos.

    Para o professor e pesquisador do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) José Marengo a preparação passa pela previsibilidade dos eventos pelo fortalecimento dos alertas meteorológicos – mas é preciso mais que isso.

    O planejamento urbano e a arborização são cruciais para preparar cidades para os próximos anos.

    “Não dá para reconstruir ou destruir uma cidade e construir de novo, mas dá para colocar espaços verdes, por exemplo, utilizar material que permita permeabilizar a água”, enumera.

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    Desafios do DF

    O professor de arquitetura e urbanismo da UnB e autor do Plano Diretor do Campus Darcy Ribeiro, Frederico Flósculo, aponta que a crise hídrica é um dos principais pontos de atenção.

    Esse problema não é novo. Diz respeito à própria escolha do local onde seria contruída Brasília, uma uma zona pouco abastecida por bacias hidrográficas.

    “O destino de Brasília é depender cada vez mais de Goiás [em termos de abastecimento de água]. Isso faz com que qualquer desequilíbrio ambiental em Goiás, no futuro, vá nos atingir de forma dramática”, alerta.

    Flósculo chama atenção para a ocupação desordenada das bacias do São Bartolomeu e do Descoberto, ameaçadas pela grilagem de terras. Já a bacia do Paranoá, afirma o especialista, convive com uma maior ocupação imobiliária sem um plano de manejo.

    Além do fornecimento de água, a ocupação desenfreada gera impactos na fauna e na flora do Distrito Federal.

    “A expansão urbana sobre as bacias compromete os padrões de drenagem natural milenares, porque vai alterar totalmente o padrão de absorção e vai levar ao rio uma água contaminada pelo asfalto, pelos carros, pelos usos urbanos. Então, nós tínhamos que ter, para proteção das bacias, áreas de filtragem, preservação, áreas com muitos bosques, e muita vegetação. E é exatamente o oposto disso que está acontecendo”, declara.

    Outro ponto de destaque é a poluição no rio Melchior, que fica entre Ceilândia e Samabaia. O rio é o mais poluído do Distrito Federal e integra o sistema do Descoberto, uma das principais fontes de abastecimento da região.

    “Mostra como o saneamento do Distrito Federal ele é imperfeito e não planejado. O governo não completa o raciocínio, não completa o estudo, não há um plano de manejo para o Rio Melchior. Isso é uma vergonha”, pontua.

    Apesar da gravidade do tema, o rio não é mencionado nominalmente em nenhum dos dois planos de manejo.

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    Seca e queimadas

    Os planos de governo de Celina Leão e Leandro Grass também mencionam os riscos gerados pelas ondas de calor extremo, estiagem e queimadas que atingem o cerrado brasiliense com frequência cada vez maior.

    Para Leandro Grass, a solução passa por um plano de garantia da segurança hídrica pelos próximos 30 anos. A medida prevê a recuperação e proteção das bacias do Descoberto, Paranoá e São Bartolomeu.

    O candidato propõe ainda a expansão do Programa Cisternas nas áreas rurais e prevê Pagamento por Serviços Ambientais a produtores rurais que conservam água e vegetação nativa nas propriedades.

    Já Celina propõe o fortalecimento da segurança hídrica por meio de investimentos nos sistemas de captação, produção, reservação e distribuição de água. O programa prioriza voltada para comunidades rurais, áreas de expansão urbana e territórios em regularização.

    Ela destaca ainda o fortalecimento dos programas Água Legal e Tarifa Social.

    Os adversários trazem ainda propostas para a conservação do cerrado, com a recuperação de nascentes, restauração de áreas degradadas e corredores ecológicos.

    Eles preveem ainda mais arborização nas regiões administrativas. Grass cita ainda a implementação de refúgios climáticos, começando por São Sebastião.

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    Adaptação climática

    Para prevenir alagamentos, os dois candidatos propõem ampliar o programa de drenagem pluvial (água da chuva) já existente.

    ➡️O Drenar-DF diminui o impacto dos alagamentos no Plano Piloto, mas tem abrangência territorial insuficiente. Em junho, o governo inaugurou obras de urbanização no Sol Nascente que buscam mitigar os transtornos com alagamentos.

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    Temporal inunda via do P Sul, no Distrito Federal. – Fevereiros de 2026. — Foto: TV Globo/Reprodução

    Temporal inunda via do P Sul, no Distrito Federal. – Fevereiros de 2026. — Foto: TV Globo/Reprodução

    As “soluções baseadas na natureza” também aparecem nos dois planos de governo.

    Entre as propostas, está a construção de jardins de chuva. A estrutura, também chamada de biorretenção, combina absorção das plantas com camadas de drenagem para retenção de água da chuva.

    Uma diferença surge nas nomenclaturas. Enquanto Celina traz o termo “pontos históricos de alagamento”, Grass traz o termo “periferias” e cita zonas prioritárias, como Sol Nascente, Pôr do Sol, Estrutural, Vicente Pires e Vila São José.

    O plano da atual governadora também traz a integração da Defesa Civil com o Centro Integrado de Operações de Brasília (CIOB) para rápidas respostas a fenômenos extremos.

    A candidata também prevê a implementação de “critérios de adaptação, resiliênciae redução de emissões” no planejamento urbano.

    A adaptação climática aparece em diversos eixos no programa de Leandro Grass. O candidato foca ainda em financiamento climático, com a criação do Fundo Distrital de Resiliência e Resposta a Desastres e adaptação térmica das escolas, que engloba conceitos de justiça climática, gênero e mapeamento de riscos.

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    Fonte: G1.

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