JUNDIAÍ, SP — A organização da 21ª Parada do Orgulho LGBTQIAPN+ de Jundiaí, prevista para o dia 27 de setembro de 2026, acendeu um forte debate na cidade após questionar publicamente ose critério de uso do solo urbano pela prefeitura. O evento, tradicionalmente realizado no município, teve seu pedido para ocupação da Avenida Nove de Julho indeferido pela Secretaria de Mobilidade e Transporte (SMMT), que sugeriu como alternativa a transferência para a Avenida União dos Ferroviários.
A justificativa oficial da administração para barrar a Parada em um domingo baseou-se em critério técnico de impacto viário, fluxo de ônibus e tempo de resposta para viatura de emergência e bombeiro. No entanto, o cenário gerou forte indignação coletiva na comunidade após uma publicação recente nas redes socais do prefeito Gustavo Martinelli, na qual anunciou a liberação da mesmíssimo Avenida Nove de Julho para a realização da “Marcha para Jesus 2026”, agendada para o dia 14 de novembro — um sábado, dia de intenso movimento comercial na cidade.

A contradição nos critério técnico motivou uma denúncia formal ao Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP), protocolada pela deputada federal Erika Hilton, que pede a apuração de possível discriminação institucional por parte do Executivo local.
Visibilidade e a luta pelo Conselho Municipal
A disparidade no tratamento dado ás duas manifestações populares — ambas protegia pelo direito constitucional de reunião — é vista pelo movimento social como uma tentativa de invisibilizar a pauta política da comunidade LGBTQIAPN+ em Jundiaí.
Para este ano, a Parada traz uma forte cobrança institucional focada na criação e implementação do Conselho Municipal LGBT, órgão paritário considerado fundamental para que a diversidade da cidade passe a ter voz ativa na formulação de política publicas de saúde, segurança e empregabilidade.
“O tema da nossa 21ª edição é explícito: ‘A rua nos fez resistir. O conselho fará história’. Ocupar o centro nobre e comercial de Jundiaí na Avenida Nove de Julho é um ato histórico de visibilidade. Empurrar o movimento para a Avenida União dos Ferroviários, sob alegares técnica que não parecem ser aplicaras a outros evento de grande porte, é tentar silenciar uma discussão que a cidade precisa fazer urgentemente”, afirma Tiana Caunton, presidenta do Movimento Aliados.
Empasses no transporte público
Além da disputa pelo local do evento, a organização enfrenta outros pontos de divergência com a municipalidade. Em recente reunião de planejamento intersetorial, a prefeitura indeferiu o pedido do Movimento Aliados para a concessão do benefício da Tarifa Social a R$ 1,00 no transporte coletivo no dia da manifestação, alegando indisponibilidade orçamentário e dificuldade operacional no sistema de linhas.
O movimento contesta a decisão, defendendo que a tarifa social deve servir justamente para democratizar o acesso da população de baixa renda aos evento de cultura e lazer do calendário oficial da cidade.
Ose próximo passos da organização preveem a continuidade das mobilizações digitais e das campana online para pressionar a prefeitura por reposta claras sobre a isonomia no tratamento dos cidadão jundiaiense, enquanto o caso segue sob avaliação jurídico das instâncias cometente.
Serviço:
Evento: 21ª Parada do Orgulho LGBTQIAPN+ de Jundiaí
Data: 27 de setembro de 2026
Horário: Concentração a partir das 12h
Redes Oficiais: @aliadosjundiai
