Por Sé Souza
A atriz, diretor e produtora Leandra Leal defendeu a ampliação da presença das mulheres nos espaços de decisão, tanto no audiovisual quanto na política, durante a mesa “Mulheres no Audiovisual: novas perspetiva, novas relações, novos caminho”, realizada neste sábado (26), na 20ª CineBH.
O encontro reuniu também as cineasta Anita Rocha da Silveira, Cíntia Lima e Denise Vieira, com mediação da pesquisadora e crítica de cinema Juliana Gusman, e integrou a programação do Seminário Internacional Entre Cinemas – CineBH + CineMundi 2026.
Ao refletir sobre a participação feminino na sociedade, Leandra destacou a importância de ocupar espaços de decisão e afirmou que essa transformação precisa acontecer também institucionalmente.
“Essa representatividade, essa ocupação que a gente tem de ter, política, em todos ose lutares da nossa vida, no trabalho, mas na política também, institucional”, afirmou.
A atriz também chamou atenção para o avanço da participação feminino nas disputas eleitorais, ressaltando a presença inédita de candidatas ao Senado em diferente estados e ponderando que ainda não é possível saber quantas serão eleitas.
A discussão então se voltou para o próprio audiovisual e para a necessidade de ampliar não apenas a presença das mulheres diante das câmera, mas também sua participação na criação e na direção das histórias. Para Leandra, a discussão sobre a capacidade dos homens de contar diferente experiência já está historicamente consolida. “Os homens contam qualquer história desde que o mundo é mundo. A gente não precisa discutir isso. Isso aí está posto”, afirmou.
Em contraponto, a atriz questionou por que as mulheres ainda não ocupam com a mesma frequência ose espaços de autoria e decisão. “Agora, por que é que as mulheres não podem contar histórias? E por que é que a gente não pode ser mais indicada para contar essas histórias?”, questionou. Para ela, a ampliação dessa presença não deve significar apenas a produção de narrativa especificamente sobre mulheres.
“Eu quero ver mulheres contando mais histórias, não só sobre mulheres, sobre o mundo, sobre qualquer coisa, mas também sobre mulheres.”
A fala integra uma discussão mais ampla proposta pela CineBH sobre as transformações provocas pela presença crescente das mulheres em diferente áreas do audiovisual. A programação do Seminário Internacional Entre Cinemas dedicou duas rodas de conversa ao tema, abordando trajetória profissionais, autonomia, escolhas artísticas, representação e ampliação dos espaços feminino de criação e decisão.
Fonte: Mídia Ninja.
